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·Fernando del Cantão·

Turbulências no STJD: O Que Está Acontecendo com Efetivos e Efeitos Suspensivos?

Você já notou como as coisas andam diferentes no STJD? Por exemplo, o caso do goleiro Hugo Souza, do Corinthians, que jogou contra o Vitória depois de receber um efeito suspensivo, enquanto Abel Ferreira, o técnico do Palmeiras, não teve a mesma sorte no dérbi da semana passada. Mas o que está acontecendo nos bastidores desse tribunal que cuida das infrações no nosso futebol? Vamos dar uma olhada.

Mudanças no STJD

Nas últimas decisões do STJD, ficou claro que eles estão revisando a maneira como julgam os casos. O tribunal parece estar mais focado em acelerar o processo, especialmente para os casos da Série A. Isso significa:

  • Menos tolerância com alguns comportamentos de jogadores e técnicos.
  • Uma análise mais rigorosa na hora de conceder efeito suspensivo, que antes era liberado praticamente de forma automática.

A Nova Prioridade do Tribunal

Uma das principais mudanças é que o tribunal agora está priorizando as denúncias dos jogos do fim de semana anterior. Isso quer dizer que, em menos de uma semana, eles estão colocando esses casos em pauta e já trazendo decisões antes mesmo dos próximos jogos do Brasileirão.

E como isso influencia os treinadores e jogadores? Bem, o STJD já avisou que vai ser mais severo com aqueles que falarem mal da arbitragem. Isso se alinha com o que a CBF quer debater sobre a formação de uma liga no futuro.

Os Casos de Hugo e Abel

No caso do Abel, ele foi punido com pena máxima pela expulsão contra o São Paulo. E, mesmo com a tentativa de solicitar o efeito suspensivo, o tribunal achou que a pena não seria reduzida. E não deu outra: ele cumpriu seis jogos de suspensão.

Agora, quanto ao Hugo Souza, aí a história é diferente. Ele não foi expulso e, por isso, não tinha uma suspensão automática. Se o efeito suspensivo não fosse concedido, ele já teria que cumprir metade da pena imposta, mesmo podendo ainda recorrer. No fim, o STJD deu esse efeito suspensivo a ele.

Outro caso para ficar de olho foi o do zagueiro David Duarte, do Bahia, que também recebeu efeito suspensivo e conseguiu jogar contra o Flamengo.

O Que Mudou com o Tempo?

Por um bom tempo, o STJD estava liberando efeitos suspensivos quase que como uma formalidade, uma vez que os julgamentos demoravam muito tempo. Isso fazia com que os jogadores cumprissem suas penas antes de conseguir uma chance de recorrer. Mas agora, com essas novas diretrizes, as decisões estão saindo mais rápido, e a revisão de cada caso está mais aprofundada.

E o caso de Carrascal também fez barulho. Depois de ser punido com quatro jogos de gancho, voltou a ser expulso e viu sua pena ser reduzida para dois jogos. E, para complicar ainda mais, acabou pegando mais dois jogos de suspensão em outra ocasião.

O Flamengo tentou transformar essa punição em algo mais leve, mas o STJD disse não. O presidente do tribunal, Luís Otávio Veríssimo, deixou bem claro que a conversão só seria aplicada em casos onde realmente não fosse possível cumprir a pena na mesma temporada.

Reflexão Final

A realidade é que, embora o STJD esteja fazendo ajustes em suas decisões, a eficácia da punição parece estar mais firme do que nunca. Isso é bom para manter a disciplina no futebol, mas sempre vai gerar debates sobre o que é justo ou não.

Se você se interessa por esses assuntos e quer ficar por dentro de tudo o que rola, continue acompanhando o nosso blog!

Fonte: UOL -

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