·Fernando del Cantão·Botafogo em Crise: A Recuperação Judicial à Vista?
O clima tá tenso no Botafogo! Com um mar de dívidas e sem grana sobrando, o John Textor tá se esforçando pra parar a sangria de cobranças na SAF. A ideia é buscar uma recuperação judicial, que pode ser uma saída pra situação complicada do clube.
A Recuperação Judicial na Mira
Textor e a galera do Botafogo associativo estão com a recuperação judicial na ponta da língua. Eles até cogitam incluir as dívidas com a Fifa nesse processo, tentando dar um jeito de acabar com o transfer ban e as outras complicações que surgem no caminho. A estratégia é clara: sem essa medida, as chances de sobrevivência administrativa e esportiva do Botafogo ficam ainda mais escassas.
Ele pode pedir a recuperação judicial de forma rápida, mas a aprovação dependerá do assentimento do pessoal do Botafogo associado em um prazo de 30 a 60 dias. A questão é que o caos financeiro pode travar alguns processos de rescisão unilateral que os jogadores queiram ajuizar, já que muitos deles estão com os direitos de imagem atrasados faz um tempinho.
Cobranças e Processos na Justiça
A situação só tá esquentando! A semana passada trouxe mais um problema: a empresa que cuida da carreira do volante Danilo não ficou feliz e foi pra Justiça cobrar a primeira parcela de um acordo de R$ 6 milhões que não foi pago por Textor.
Mas as coisas não estão tão simples assim. Existe a possibilidade de que a Ares/Eagle, que tá de olho no poder do Botafogo, não aceite numa boa essa história de recuperação judicial com Textor no comando da reestruturação. Isso pode criar um clima complicado entre o clube e seus fornecedores, principalmente pra quem não estiver preparado.
A Assembleia que Não Rolou
Uma das tentativas de salvar a situação foi a assembleia de acionistas, onde Textor queria aprovar um aporte de R$ 125 milhões. A ideia era emitir novas ações e vender o controle da SAF pra uma empresa que se pareça com a Eagle, que tá no meio do jogo. Mas o pessoal do clube associativo faltou e, embora tenham prometido ir à próxima convocação, programada pra segunda-feira (27), não dá pra saber o que vai rolar.
O clima tá tão pesado que Textor tem visto alguns diretores saírem da SAF. Depois do CEO Thairo Arruda e do vice-presidente administrativo Jonas Marmello, agora foi a vez do diretor financeiro Anderson Santos abandonar o barco.
O Buraco é Mais em Cima
Pra mostrar quão crítica a situação financeira realmente é, um laudo feito a pedido do próprio Textor revelou que a dívida do Botafogo gira na casa de R$ 2,5 bilhões ao final do ano passado. E mais de R$ 1 bilhão precisa ser resolvido a curto prazo, ou seja, até 2026.
Um trecho do relatório foi claro: “o ativo de curto prazo não se mostra suficiente para cobrir as obrigações de curto prazo, podendo representar um risco para a continuidade das operações do clube.”
No resumo da ópera, o Botafogo precisa arregaçar as mangas e se movimentar rápido se quiser sair desse buraco profundo!