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·Fernando del Cantão·

A Verdade Sobre o Trabalho no Meio da Dor

Sabe aquela história de que “a vida não para”? Pois é, parece que alguns famosos decidiram levar essa frase ao pé da letra, mesmo em momentos super difíceis. Vamos dar uma olhada nos casos recentes de pessoas que enfrentaram tragédias pessoais e, mesmo assim, optaram por continuar trabalhando.

As Tragédias que Abalaram o Mundo dos Famosos

  • Ana Paula Renault, vencedora do BBB 26, perdeu o pai.
  • Tadeu Schmidt teve que lidar com a perda do irmão.
  • Renato Gaúcho enfrentou a dor da morte da irmã.
  • Gabriel Brazão estava com o pai internado em estado terminal.
  • Saúl passou por um sufoco com o filho de 3 anos na UTI.

De todos eles, a escolha foi clara: ao invés de ficarem em casa, abraçando a família e processando a dor, eles decidiram – pasmem! – trabalhar.

  • Ana Paula ficou na casa do BBB.
  • Tadeu Schmidt apresentou seu programa.
  • Renato Gaúcho comandou o Vasco contra o Paysandu.
  • Brazão jogou contra o Fluminense.
  • Saúl entrou em campo contra o Bahia no segundo tempo.

A Dilema das Escolhas

Duas coisas me chamam a atenção nesse cenário. Primeiro, será que podemos realmente dizer que isso é uma escolha? Arriscar uma vaga que foi conquistada com tanto esforço, incluindo mais de R$ 5 milhões, não parece uma decisão fácil, mesmo para quem tem a vida mais confortável.

E segundo, que mensagem isso passa? O que as pessoas que assistem a esses comportamentos tiram dali? Quando até os mais privilegiados sentem que não podem “se dar ao luxo” de pausar o trabalho em dias tão pesados, o que isso diz sobre a nossa própria fragilidade no mundo profissional?

Claro, tem quem use o trabalho como uma fuga do sofrimento, se jogando de cabeça nas tarefas para tentar esquecer a dor. Mas, sinceramente, não acho que isso seja um caminho saudável.

Minha Experiência Pessoal

Dentre todas essas tragédias, eu pessoalmente só passei pela experiência de ter meu filho na UTI (quase na mesma idade do filho do Saúl). O desespero que eu senti naquela noite é indescritível. E, se alguém tivesse me sugerido trabalhar naquele momento, eu teria soltado uma risada histérica, como se dissesse: “Vocês estão de brincadeira!”.

Respeito Cada História

Mas vou deixar claro: não estou aqui para julgar ninguém. Cada caso é único. O Brazão, por exemplo, teve três dias de folga concedidos pelo Santos após a morte do pai. Já a Ana Paula estava tão próxima de um sonho que abrir mão da chance de ganhar o Big Brother Brasil, poucos dias antes da final, seria extremamente difícil. Tadeu mencionou que o irmão dele faria o mesmo, lembrando que até o Oscar foi treinar no dia em que seu filho nasceu!

No final das contas, cada um sabe o que está passando e como lidar com suas dores. Porém, é complicado ignorar essa maré de episódios em um intervalo tão curto de tempo. E, sinceramente, o trabalho não deveria estar em primeiro lugar, acima de tudo.


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Fonte: UOL -

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