·Fernando del Cantão·Série A do Brasileirão: Um Olhar Sobre os Números de 2025
Os clubes da Série A do Brasileirão estão em uma onda de crescimento! De acordo com o Relatório Convocados 2026, eles movimentaram R$ 14,3 bilhões em 2025. Isso é uma alta de impressionantes 32% em comparação com 2024.
Um Momentinho de Expansão
Cesar Grafietti, o economista que ficou à frente desse estudo, comenta que essa informação mostra um momento super positivo para o futebol brasileiro. Mas calma lá! Ele faz um alerta: uma boa parte desse montante de R$ 14,3 bilhões vem de valores não recorrentes. Estamos falando de grana que não entra todo ano no caixa dos clubes, como as transferências de jogadores e premiações.
Grafietti ressalta que, embora os números tenham subido bastante, isso não significa que os clubes podem contar com esses valores a longo prazo. Ele pontua que o verdadeiro desafio agora é fazer com que esse crescimento se transforme em uma operação saudável. O objetivo? Ter maior capacidade de geração de caixa recorrente e depender menos de fatores extraordinários.
Como Fazer Isso?
Para alcançar esse objetivo, ele sugere que os clubes explorem mais as suas próprias receitas, como:
- Bilheteria
- Sócio-torcedor
- Relações comerciais
Mas não para por aí! Ele também menciona que é possível transformar essas receitas não recorrentes, assim como a venda de jogadores, em algo com um pouco mais de previsibilidade. Não dá pra esperar vender R$ 500 milhões em atletas todo ano, mas se os clubes se organizarem e conseguirem fazer entre R$ 200 e R$ 300 milhões anualmente, já ajuda a trazer mais segurança financeira.
Grafietti ainda cita os clubes Flamengo e Palmeiras como exemplos de equipes que têm mais poder de negociação e, por isso, conseguem um canal extra para gerar receitas que, em tese, não são recorrentes.
Números em Foco
Dos R$ 14,3 bilhões que mencionamos, R$ 3,9 bilhões vieram de transações de jogadores – um aumento de 63% em relação ao ano passado. Já as premiações alcançaram R$ 1,6 bilhão, com destaque para as participações dos times na Copa do Mundo de Clubes, que rendeu mais de R$ 863 milhões aos quatro clubes presentes.
Grafietti ainda destaca um comportamento típico do futebol brasileiro: “Se eu tenho mais dinheiro, vou gastar mais.” Essa prática é comum, mas o que falta realmente é a compreensão de que os clubes não podem se arriscar a quebrar.
Lembrando que o Relatório Convocados 2026 é uma análise anual da indústria do futebol, realizada pela Convocados e OutField, com o apoio da Galapagos Capital.