·Fernando del Cantão·Botafogo: Um Novo Capítulo na Recuperação Judicial!
Hoje foi um dia importante para a SAF Botafogo, o clube associativo, e a Eagle Bidco. Eles se reuniram em uma assembleia geral extraordinária (AGE) para resolver as pendências e formalizar um acordo que permitirá que o processo de recuperação judicial da SAF siga à frente sem maiores obstáculos.
O que rolou na Assembleia?
O documento que foi assinado por todas as partes envolvidas garantiu que a votação fosse unânime, considerando que 90% das ações da SAF pertencem à Eagle e os outros 10% são do clube associativo. A AGE foi presidida pelo João Paulo Magalhães, presidente do clube social, enquanto o Eduardo Iglesias, atual gestor da SAF, atuou como secretário. O advogado Daniel Calhman de Miranda representou a Eagle Bidco.
Por que isso é tão importante?
A recuperação judicial é um passo fundamental para ajudar o Botafogo a lidar com as punições da FIFA, que ainda estão em vigor em relação a transferências. Atualmente, o clube enfrenta cinco penalidades devido a dívidas com a contratação de jogadores que não foram pagas.
De acordo com a ata da assembleia, à qual o UOL teve acesso, ficou claro que o objetivo principal era ratificar a autorização para que os administradores da Companhia realizassem o pedido de recuperação judicial. Essa autorização já tinha sido concedida em uma AGE anterior, no dia 14 de maio de 2026.
O que vem a seguir?
Além disso, o documento assinado também confirma que os administradores da SAF têm respaldo para tomar todas as medidas necessárias em relação à recuperação judicial, mesmo que o acordo de paz, chamado de standstill, entre a Eagle e a SAF, seja eventualmente rescindido. Esse standstill é basicamente um acordo que assegura que nenhuma das partes fará novas reclamações enquanto a situação estiver em andamento, ficando ativo por 30 dias, com a possibilidade de prorrogação.
Ontem, a SAF se surpreendeu com uma petição da Eagle, que pedia a negação do pedido de recuperação judicial. Mas, felizmente, após algumas conversas, as partes decidiram se reunir na AGE de hoje.
A concretização da continuidade da recuperação judicial era vista como um passo crucial para pacificar as relações com a Eagle. Além de reduzir a tensão entre as partes, isso demonstra uma busca por mais segurança jurídica neste processo.
O Botafogo incluiu R$ 1,2 bilhão do seu passivo na recuperação judicial, o que ajudou a bloquear cobranças e execuções judiciais que estavam se acumulando devido aos gastos exagerados na gestão anterior de John Textor. Agora, a bola da vez é elaborar um plano de pagamento para os credores.
E aí, o que você acha desse novo capítulo na história do Botafogo? Vamos acompanhar juntos os próximos passos!