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·Fernando del Cantão·

A Jornada do Endrick: Do Real Madrid ao Sonho da Seleção Brasileira

Quando falamos da trajetória do Endrick, é impossível não destacar como sua mudança do Real Madrid para o Lyon foi um marco na sua carreira. Essa troca acabou abrindo as portas para que ele fosse convocado para a seleção brasileira na Copa do Mundo. E não foi só um acaso! O Carlo Ancelotti, que na época era seu treinador, deu uma força: “Antes dele sair, a gente conversou e ele me falou o que poderia fazer, mas disse que a escolha era minha e para eu pensar bem.”

A Decisão do Emprestimo

Meses depois da mudança, Ancelotti pegou as rédeas da seleção brasileira e acabou vendo o Endrick brilhar durante o empréstimo ao Lyon. Ele não pensou duas vezes antes de convocá-lo para a Copa do Mundo, que será a primeira da carreira do atacante de apenas 19 anos. “Pesou muito a questão do Ancelotti ter me falado isso de sair, desenvolver, jogar meu futebol, para estar o mais rápido possível preparado para jogar,” contou Endrick em sua participação no Fala Aí - Especial Copa.

E como foi essa escolha? Para Endrick, tudo se conectou com um sentimento especial. Quando o nome do Lyon surgiu, ele e sua esposa, Gabriely, sentiram que era a escolha certa. “A gente viu que era comando de Deus.”

Novos Desafios em Lyon

Ao chegar ao Lyon, Endrick encontrou tudo que precisava para se sentir à vontade. Com mais tempo de jogo e a chance de fazer a diferença em partidas decisivas, ele não teve medo da responsabilidade. “Quando você quer chegar na seleção, você tem que mostrar que consegue ficar tranquilo com isso.”

Em apenas 21 jogos pelo Lyon, ele já acumulou oito gols e oito assistências. Foi uma explosão de talento que resultou na convocação para a Copa! Endrick, em uma conversa com Yara Fantoni, relembrou suas raízes humildes e o que aprendeu com o técnico Abel Ferreira.

O Começo em Brasília

Para entender de onde vem Endrick, é necessário voltar a Brasília. Seu pai jogava futebol de várzea e levava o garoto para ver os jogos. Quando perceberam que ele tinha talento, a família fez uma mudança radical: abandonaram tudo e se mudaram para São Paulo para que ele pudesse correr atrás do seu sonho. “Meu pai e minha mãe largaram tudo em Brasília para ir para São Paulo, para correr atrás do meu sonho.”

Lá, a história tomou outro rumo no Palmeiras, mas não sem antes passar pelo rival, o São Paulo, que não quis arcar com as despesas da jovem promessa. No Verdão, as coisas começaram a fluir: o pai de Endrick conseguiu um emprego no CT, que ajudou a complementar a renda da família. “Ele sempre acreditou que eu seria jogador,” contou Endrick.

O carinho do Palmeiras foi além do esperado, como quando o goleiro Jaílson ajudou a custear o tratamento dentário do pai. Endrick brinca: “Meu pai sempre ficava de gracinha falando que o sonho dele era comer uma maçã. Depois que ele colocou os dentes, ele fez isso.”

Memórias de uma Geração

Endrick nasceu em 2006, e a primeira Copa do Mundo que ele acompanhou foi em 2014, em casa. E qual é a primeira lembrança que ele tem da seleção? O famoso 7 a 1 para a Alemanha. “Foi a primeira memória que eu tive. Foi a primeira Copa que assisti.” Apesar disso, ele prefere olhar para frente e se manter otimista: “Depois disso aconteceram muitas coisas, a seleção pôde se reerguer... espero que a gente possa ajudar bastante o Brasil para ter o tão sonhado hexa.”

Influências que Marcaram

É interessante notar como as influências de Ancelotti e Abel Ferreira moldaram sua carreira. Abel ensinou não apenas técnica, mas também a postura no vestiário e a dedicação necessária. E essa comunicação continuou mesmo após a saída de Endrick do Palmeiras.

Uma das frases que ficou com ele foi: “Plantar para poder colher.” Endrick acredita que seguiu esse caminho, e espera colher bons frutos em breve.

Vida Pessoal e Foco nos Objetivos

Endrick, que é um “casado” jovem e está aguardando o nascimento do primeiro filho com Gabriely, acredita que sua vida tranquila ao lado dela é fundamental para o sucesso dentro de campo. “Foi um casamento perfeito, com as pessoas mais próximas que a gente tinha.” Para ele, ter uma base sólida é essencial para dar o seu melhor em campo. “Sem Gabriely na torcida, sem a casa em ordem, o rendimento seria diferente.”


E assim continua a história do Endrick, um jovem promissor que está escrevendo seu nome na história do futebol brasileiro e que, sem dúvida, ainda tem muito pela frente!

Fonte: UOL -

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