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·Fernando del Cantão·

Quem Você Jantaria? Luiz Henrique e Seu Pai

Se você pudesse escolher qualquer pessoa do mundo para compartilhar um jantar, quem seria? Para Luiz Henrique, atacante do Zenit e da seleção brasileira na Copa do Mundo, a resposta é simples e verdadeira: seu pai. Ele se emociona ao falar sobre isso, dizendo: "Meu pai, é um cara que eu queria que estivesse aqui para viver esse momento junto com a minha família."

Um Legado Familiar

Luiz Carlos da Silva, o pai de Luiz Henrique, era um grande torcedor do Fluminense. Ele acompanhou de perto a jornada do filho até se tornar profissional no time coração, mas, infelizmente, não chegou a ver Luiz brilhar na seleção ou competir em uma Copa do Mundo. "Quando fui para o Betis, ele estava doente, já no hospital, e não consegui me despedir dele a tempo," conta Luiz Henrique ao programa Fala Aí - Especial Copa, do Canal UOL.

Um Amor Não Dizido

Durante a entrevista, Luiz Henrique expressa um arrependimento: "Eu falaria que amo ele; não pude falar isso muito, porque não tinha muito convívio com a minha família." Ele menciona o apoio que seu pai sempre lhe deu no futebol e como isso o motivou a seguir em frente. "Eu sei que ele está orgulhoso lá de cima."

Preparação e Pressão na Seleção

Agora, como um jogador mais maduro, Luiz Henrique pode ser uma das surpresas do time titular de Carlo Ancelotti no Mundial. Mas ele está tentando não se deixar levar pela pressão de trazer o título de volta para o Brasil, já que a seleção não vence uma Copa do Mundo desde 2002. "O jogador tem que entrar o mais tranquilo possível para mostrar sua qualidade e ajudar a seleção," afirma.

O Papel da Torcida

E quanto à pressão da torcida? Para Luiz Henrique, o apoio é bem-vindo, mas as cobranças não. "Temos que entrar tranquilos e alegres. Quando o grupo está leve, conseguimos trazer a vitória." Ele ressalta a importância de não levar o peso da história para dentro de campo.

A Aventura na Rússia

Nascido em Petrópolis, Luiz Henrique fez a mudança para a fria São Petersburgo para jogar pelo Zenit. Ele teve que se adaptar ao clima rigoroso, já que as roupas que usava no Brasil não serviam para enfrentar temperaturas de até -5º C. Mas a neve não impediu seu sucesso; ele marcou cinco gols e fez três assistências em 31 jogos.

“É o que eu escolhi para mim, então tem que se acostumar.” E não só a neve foi uma dificuldade; a adaptação à comida também foi desafiadora. "Quando venho ao Brasil, levo feijão, arroz e até temperos que não têm lá." Luiz até faz uma mala enorme só de comida!

O Ritual da Convocação

Outro ponto curioso é como Luiz Henrique e sua esposa acompanham as convocações da seleção. Eles deixaram os celulares de lado e se posicionam na frente da televisão, cheios de ansiedade: “A gente fica passando mal, se tremendo, porque não é normal estar numa convocação de seleção brasileira."

Ele detalha que não dá para saber com antecedência se foi convocado. A lista só chega aos clubes depois. Quando ele ouviu seu nome na tela da Rússia, a notícia já tinha chegado aos amigos e familiares no Brasil. "Até hoje não caiu a ficha. Jogar pela seleção sempre foi meu sonho."

Desafios e Conquistas no Botafogo

O caminho até a seleção passou pelo Botafogo, um momento chave na carreira de Luiz Henrique que, por sinal, teve seu drama. Na final da Libertadores de 2024, quando Gregore foi expulso logo no início, todo o time se uniu e conseguiu vencer o Atlético-MG por 3 a 1, com um gol dele.

“Eu estava tranquilo. O Marlon, nosso capitão, disse que íamos ganhar a Libertadores pelo Gregore, que sempre ajudava no campo." Para Luiz Henrique, vencer foi a realização de um sonho, especialmente depois de ter chegado como a maior contratação da história do Botafogo e enfrentado lesões no início.

"Quando eu vi a bola passando debaixo da perna do Everson, foi uma alegria imensa. Não sabia pra onde correr; se era para a torcida ou para os meus companheiros."


E aí, ficou animado para acompanhar o que Luiz Henrique pode fazer na Copa? Vai ser emocionante!

Fonte: UOL -

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