·Fernando del Cantão·Mudanças no Estatutário do Flamengo: O Que Esperar?
Em breve, o Conselho Deliberativo do Flamengo vai votar uma perturbação estatutária que promete balançar as estruturas do clube. A atual gestão está chamando essas modificações de um passo gigantesco rumo à profissionalização. Mas, será que todo mundo está a bordo desse barco? Nos bastidores, tem quem esteja desconfiando e achando que essas mudanças vão dar superpoderes ao presidente.
A Palavra do Presidente
Recentemente, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, mais conhecido como BAP, deu uma entrevista via WhatsApp e deixou algumas coisas claras. Para quem não viu a conversa da semana passada, dá uma olhada lá no blog (clique aqui).
Ele afirmou que as mudanças não vão transformar o Flamengo em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e garantiu que o clube mais amado do Brasil não vai se deixar levar por essas mudanças.
O Que Está em Jogo?
A proposta em debate pode dar ao presidente do Flamengo a capacidade de:
- Nomear e demitir diretores
- Aprovar o organograma do futebol
- Definir salários e bônus
- Indicar até 13 vice-presidentes não executivos
BAP contesta que isso resultaria em concentração de poder, dizendo que o verdadeiro poder absoluto está no estatuto atual, onde o presidente já tem “poderes imperiais". Atualmente, ele pode fazer de tudo, desde contratar até desligar executivos sem dar satisfações a ninguém.
“Estamos propondo oficializar a forma como temos gerido o clube desde 2013, mas com algumas melhorias”, defende BAP.
Estruturas Profissionais e Novos Departamentos
Com essas mudanças, a ideia é acabar com a administração amadora e criar dois departamentos executivos:
- Departamento Corporativo com um diretor-geral
- Departamento de Futebol com um diretor específico para a área
A grande novidade aqui é que agora o diretor-geral só pode ser contratado e demitido pelo Conselho Gestor. O presidente, nesse caso, só teria o poder de veto. E quanto ao diretor de Futebol, ele também será nomeado pelo presidente, mas agora ele vai ter que justificar suas decisões ao Conselho.
Vantagens da Nova Proposta
Outra jogada legal é que as novas indicações para vice-presidências terão requisitos técnicos e serão limitadas a 13, evitando assim nomeações sem critério.
Quanto à fiscalização, o novo modelo vai exigir que o Conselho Gestor audite o trabalho da diretoria profissional, algo que atualmente é uma bagunça.
Questões de Governança e Estrutura
Com o poder do presidente ainda forte, muitos questionam sobre como ficará o equilíbrio. BAP responde que a separação entre os papéis do presidente e do Conselho Gestor vai garantir mais autonomia e fiscalização.
“O que estamos fazendo é dar um passo à frente no modelo de gestão empresarial, mas sem abrir mão da essência associativa do clube", afirma BAP.
O novo conselho terá regras mais rígidas e será auditável. Ou seja, nada de chefia sem experiência.
Finalizando a Conversa
O Flamengo está se propondo a romper com o modelo antiquado, se apoiando em práticas de clubes e empresas que já são um sucesso por aí. Estas mudanças estão alinhadas com a promessa de um clube mais profissional, transparente e democrático.
BAP enfatiza que querem continuar a ser uma associação, mantendo a pluralidade de ideias e a fiscalização. “Nunca seremos uma SAF!” conclui.
E você? O que acha de todas essas mudanças? Vamos discutir melhor no fórum de comentários! A sua opinião é super importante!
Lembrando: para mais detalhes, acesse o blog e fique por dentro das atualizações do Flamengo!