·Fernando del Cantão·O Leilão do Terreno do CT Rei Pelé: O Que Está Acontecendo?
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) decidiu não cancelar, pelo menos por enquanto, o leilão do terreno que abriga o famoso Centro de Treinamento Rei Pelé, usado pelo Santos. É isso mesmo! Em uma movimentação recente, divulgada nesta quarta-feira (17), a SPU afirmou que ainda está analisando a recomendação do Ministério Público Federal (MPF), que sugere a suspensão do leilão.
A Resposta da SPU e o Prazo do MPF
No documento que enviou ao MPF, a SPU se limitou a dizer que as recomendações sobre a área do CT estão “em análise e serão apresentadas oportunamente, com a atenção que o caso requer”. Isso deixa no ar a expectativa sobre o que eles vão decidir.
Em 10 de outubro, o MPF tinha dado um prazo de cinco dias úteis para que a SPU se posicionasse quanto à interrupção do leilão. O órgão alertou que, se a recomendação fosse ignorada, iria entrar com uma ação judicial urgente para parar o leilão e abrir investigações sobre possíveis responsabilidades civis e criminais dos envolvidos.
Como a SPU não suspendeu o leilão, agora o MPF é quem vai determinar os próximos passos, a partir de amanhã (18), com a resposta da SPU como base.
Por Que o MPF Queria Suspender o Leilão?
Vários motivos levaram o MPF a recomendar a suspensão do leilão, entre eles:
Valorização do Imóvel: A União definiu o preço do CT em R$ 79,7 milhões, sendo que R$ 71,5 milhões são somente pelo terreno. O problema? Essa avaliação já expirou em janeiro de 2026 e foi automaticamente prorrogada. O MPF está pedindo um novo valor que reflita o mercado atual.
Divergências de Dívida: O sistema tributário apresentou dados confusos sobre dívidas de IPTU do Santos. Inicialmente, uma consulta apontou uma dívida de R$ 2.053.617,16, mas depois o sistema indicou apenas R$ 27.061,95. Essa falta de clareza pode afastar potenciais compradores do terreno, já que o edital permite repassar essas dívidas para o novo dono.
Estruturas Avaliadas em R$ 8,26 Milhões: O Ministério da Gestão e Inovação deixou claro que o Santos não tem direito a nenhuma compensação por não cumprir contratos anteriores. O Santos, por sua vez, contesta essa decisão e exige pagamento pelas benfeitorias realizadas.
O Que A União Pretende Fazer?
Por último, a União pretende vender o CT “no estado em que se encontra”, ou seja, enquanto ainda está ocupado pelo Santos. O edital não menciona um prazo de transição para que o clube possa sair de forma tranquila. Isso implica que quem comprar o terreno terá que arcar com todos os custos, riscos e processos judiciais para conseguir desocupar a área – um verdadeiro desafio que pode desestimular os investidores.
É um caso complexo, e a situação ainda deve ter novos desdobramentos. Fique ligado para saber o que vai acontecer!