·Fernando del Cantão·Robert Kidiaba: Do Gol e Da Política à Sua Primeira Copa do Mundo
Uma Nova Era para Kidiaba
Quem não se lembra do ex-goleiro Robert Kidiaba? Ele ficou famoso na vitória do TP Mazembe contra o Inter no Mundial de Clubes de 2010, não apenas pela sua habilidade, mas também por suas celebrações icônicas. Agora, em 2026, Kidiaba vai viver um momento especial: será parte da comissão técnica da seleção da RD Congo na sua primeira Copa do Mundo!
O Caminho até Aqui
Kidiaba tem uma carreira impressionante. Ele defendeu a seleção da RD Congo mais de 60 vezes entre 2002 e 2015. Durante esse período, participou de três Copas Africanas de Nações, mas nunca teve a chance de brilhar em uma Copa do Mundo, já que a seleção congolesa não se classificou desde 1974, quando ainda se chamava Zaire.
Jogando pelo Mazembe, onde ficou de 2002 até se aposentar em 2015, Kidiaba fez mais de 600 jogos e conquistou três títulos continentais (em 2009, 2010 e 2015). E ainda teve a chance de disputar a final do Mundial em 2010, embora tenha saído derrotado pela Inter de Milão.
Preparador de Goleiros e A Sombra da Política
Essa não é a primeira vez que Kidiaba assume a posição de preparador de goleiros, já que ele ocupou esse cargo na seleção antes, em 2017, após deixar os gramados. Em seu país, a influência dele vai além do futebol; ele também tentou a sorte na política e foi eleito deputado em 2019, cargo que ocupou até 2023, quando não conseguiu a reeleição.
Agora, Kidiaba terá um desafio e tanto: preparar seus goleiros para enfrentar o fenomenal Cristiano Ronaldo! O craque português lidera o ataque da seleção portuguesa, e esse será o primeiro adversário de RD Congo na Copa. Portugal e RD Congo se enfrentam hoje, às 14h (horário de Brasília), em Houston, pelo Grupo K. Além deles, a chave conta com Colômbia e Uzbequistão.
Superando Desafios
A preparação da seleção enfrentou obstáculos devido a um recente surto de ebola no país, que teve um impacto sério na população, trazendo centenas de casos e uma alta taxa de mortalidade. Por conta da crise de saúde, a logística da seleção teve que ser totalmente reestruturada, e os treinos, que originalmente seriam em Kinshasa, tiveram que ser mudados para a Bélgica.
Para conseguir entrar nos Estados Unidos, todos os membros da equipe tiveram que cumprir um período de 21 dias fora da RD Congo. E essa crise também afetou os torcedores, já que muitos não conseguiram o visto para acompanhar a seleção no torneio devido às restrições.
Esta Copa do Mundo é uma grande chance para Kidiaba e a seleção da RD Congo, e vamos torcer para que eles façam história neste evento tão aguardado!