·Fernando del Cantão·A Nova da Mega Assessoria: O que está rolando?
O bapho do momento envolve o presidente do Corinthians, Osmar Stábile. Seu depoimento sobre a polêmica contratação da Mega Assessoria Operacional foi adiado, tudo por um pedido da defesa dele, segundo informações quentes do UOL.
Um pouco do contexto
Nesse mesmo caso, a defesa de Fernando José da Silva, dono da empresa que está sob investigação, já havia afirmado ao Ministério Público de São Paulo que a Mega foi criada a pedido do próprio Corinthians. A intenção era regularizar os pagamentos de serviços que já estavam sendo feitos.
O adiamento foi pedido ontem para a Promotoria que toca a investigação. Os advogados de Stábile alegaram “compromissos institucionais” como justificativa para o pedido.
O que a defesa diz?
O UOL teve acesso a alguns trechos do documento enviado pela defesa de Fernando. Eles afirmam que a Mega não foi feita inicialmente para atender o Corinthians. De acordo com eles:
- A empresa surgiu mais tarde para facilitar os pagamentos do controle de acesso após o afastamento do ex-presidente Augusto Melo, que aconteceu no final de maio de 2025.
- Fernando recebeu uma “ordem institucional direta” para dar um jeito na organização do clube e, segundo a defesa, as atribuições dele vinham diretamente da presidência executiva.
Os advogados também afirmaram que Fernando bancou os colaboradores do controle de acesso do Parque São Jorge com dinheiro do próprio bolso, começando esse processo antes mesmo da Mega existir. A explicação? O Corinthians não tinha um jeito ágil para remunerar as pessoas envolvidas, então ele quis ajudar até que tudo fosse ajustado.
Documentos e evidências
A defesa ainda trouxe à tona comprovantes de transferências via PIX. Eles afirmam que, entre agosto e dezembro de 2025, as transferências totalizam R$ 620.445, utilizadas para pagar funcionários, impostos e despesas operacionais.
Sobre as suspeitas de que a Mega é apenas uma fachada, os advogados garantem que a empresa é regular, paga impostos e tem um escritório de contabilidade. Também mencionaram que as notas fiscais foram corrigidas após feedback do Corinthians.
Olha só: o UOL já havia revelado que o clube recebeu novas notas fiscais da Mega em maio deste ano, para substituir algumas que foram consideradas inconsistentes. Em um ponto, a defesa alegou que a própria Mega se precipitou em consertar um erro em uma nota fiscal relacionada aos serviços que prestou ao Corinthians.
A crise que não acaba
A defesa também levanta a questão da crise política no Corinthians após o afastamento de Augusto Melo. Eles afirmam que a reforma na segurança da equipe ocorreu em um cenário de emergência, já que antes da Mega, havia vários problemas operacionais e falhas no controle de acesso.
Lembrando que o Ministério Público de São Paulo está de olho na contratação da Mega para as operações de controle de acesso no Parque São Jorge, CT Joaquim Grava e Neo Química Arena entre setembro e outubro de 2025. Reportagens anteriores do UOL já tinham feito um alerta sobre possíveis irregularidades, como a falta de um contrato formal, notas fiscais inconsistentes e um potencial conflito de interesses envolvendo a contratação.
E assim, a investigação continua rolando no Ministério Público de São Paulo. Vamos acompanhar de perto essa novela, porque ainda tem muita água para passar debaixo dessa ponte!