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·Fernando del Cantão·

Romeu Tuma Júnior Volta ao Comando do Conselho Deliberativo do Corinthians!

Uma recente decisão da Justiça de São Paulo trouxe uma reviravolta emocionante para os fãs do Corinthians. O juiz Antonio Manssur Filho, da 2ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, determinou que Romeu Tuma Júnior reassuma a presidência do Conselho Deliberativo do clube. Essa medida suspende as consequências da reunião que aconteceu no dia 23 de março de 2026, na qual o afastamento de Tuma foi aprovado.

O Contexto da Decisão

A ação foi movida por Tuma contra alguns figurões do Corinthians, incluindo o presidente Osmar Stábile e o conselheiro Denis Piovezan. Ele alegou que seu afastamento foi feito de forma irregular, desrespeitando o que está previsto no Estatuto Social do clube.

Na prática, o juiz não só reintegrou Tuma ao cargo, mas também proibiu os réus de tomarem qualquer atitude com base na decisão que resultou em seu afastamento. Ah, e se alguém desobedecer essa ordem? Uma multa de R$ 50 mil tá na mesa!

As Alegações de Romeu Tuma

Tuma trouxe algumas queixas importantes à tona, dizendo que o processo de afastamento teve vários problemas:

  • Convocação Irregular: O juiz acredita que a reunião deveria ter sido convocada pelo presidente do Conselho, mesmo que a solicitação partisse do presidente da Diretoria Executiva.
  • Falta de Procedimento Disciplinar: Antes do afastamento, não houve um procedimento formal na Comissão de Ética e Disciplina que garantisse a oportunidade de Tuma se defender.
  • Condução Suspeita: Há indícios de que a reunião de 23 de março não seguiu os trâmites corretos, já que não estava prevista a possibilidade de um afastamento cautelar decidido pelo plenário.

Cenário Político no Corinthians

Esse embrolho já estava criando tumulto nas relações políticas dentro do Corinthians. O debate gira em torno da interpretação de dois artigos do Estatuto: 82 e 112. Segundo o UOL, alguns torcedores acreditavam que Osmar Stábile poderia convocar a reunião extraordinária por conta própria, enquanto outros defendiam que a convocação deveria passar obrigatoriamente pela presidência do Conselho.

  • Felipe Ezabella, conselheiro do clube, declarou que não via conflito entre os dois artigos, pois ambos descreveriam maneiras diferentes de convocar reuniões.
  • Por outro lado, Cyrillo Cavalheiro Neto, outro associado, insistiu que o presidente da Diretoria Executiva só pode solicitar a reunião, mas a convocação só pode ser feita pelo presidente do Conselho.

Estatuto e Ata Notarial

O juiz, ao rever a situação, considerou a ata notarial que foi lavrada após a famosa reunião no Parque São Jorge. Esse documento, que também foi acessado pelo UOL, revelou que os conselheiros presentes não tinham acesso ao processo que fundamentou a votação. Além disso, a ata apontou que houve contestações durante a sessão e que a votação sobre o afastamento ocorreu após a sessão ser oficialmente encerrada. O resultado foi de 115 votos a favor do afastamento, 15 contra e sete abstenções.

Próximos Passos

Nesta segunda-feira, a decisão do juiz ressaltou que manter Romeu Tuma Júnior afastado poderia complicar ainda mais as decisões internas do Corinthians. Assim, ele determinou o retorno imediato de Tuma ao cargo enquanto a situação continua sendo analisada pela Justiça.

E agora, o que se espera é que as partes envolvidas apresentem sua defesa, e a batalha judicial sobre a validade do afastamento siga seu curso. O futuro do Conselho Deliberativo do Corinthians tá mais quente do que nunca!

Fonte: UOL -

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