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·Fernando del Cantão·

A Conmebol e a Lei Vini Jr.: O que rolou?

Recentemente, a Conmebol fez um anúncio que pegou muita gente de surpresa: a entidade não vai usar a Lei Vini Jr.. Essa lei, que prevê a expulsão de jogadores que cobrem a boca ao provocar adversários, não será aplicada nas competições sul-americanas após a pausa para a Copa do Mundo.

Novas Regras e Retorno das Competições

Após a pausa, a Conmebol vai seguir as novas regras da IFAB, mas a Lei Vini Jr. ficou de fora. A Sul-Americana está de volta no dia 21 de julho, com os jogos de ida do playoff, e as oitavas da Libertadores começam em 11 de agosto. Surprise, right?

Mais cedo, a UEFA também decidiu que não vai implementar essa lei nas competições europeias. Em um comunicado divulgado no site da Conmebol, ficou claro que a entidade optou por não aplicar as novas diretrizes que preveriam a expulsão de jogadores que cobrem a boca durante o jogo.

O Que Motivo a Criação da Lei?

A Lei Vini Jr. nasceu em abril, em resposta a um caso específico que aconteceu na Champions League. O atacante brasileiro Vini Jr., do Real Madrid, acusou o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de racismo. Durante a partida, o jogador do Benfica cobriu a boca ao falar, dificultando a leitura labial e gerando confusão sobre o que foi dito. Como resultado, a IFAB decidiu que quem cobrir a boca ao provocar um adversário deve ser expulso.

Usos da Lei Vini Jr. na Copa

Essa lei já foi aplicada duas vezes na Copa do Mundo. A primeira vez foi durante a partida Paraguai 1 x 0 Turquia, quando Almirón foi expulso por conversar com um jogador turco cobrindo a boca. A segunda ocorrência foi no duelo de mata-mata México x Equador, onde Hincapié também recebeu cartão vermelho.

Mas Nem Tudo é Expulsão!

Vale lembrar que a regra não se aplica a qualquer conversa com a boca tampada. Por exemplo, no jogo entre Inglaterra e Gana, Bellingham cobriu a boca para falar com Jordan Ayew, mas não houve verificação do VAR, já que não rolou provocação ou ato discriminatório.

A Opinião da FIFA

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já havia defendido a expulsão em casos de provocações. Ele disse em entrevista à Sky News que, se um jogador tapa a boca para xingar ou ofender, tem que ser expulso. "Se um jogador cobre a boca e diz algo racista, então, ele deve ser expulso, claro!", afirmou.

Em resumo, a Conmebol não adotou a Lei Vini Jr. e a gente segue curioso para ver como as novas regras se desenrolarão nas competições que estão por vir!

Fonte: UOL -

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