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·Fernando del Cantão·

Demissão de Luis Zubeldia no Fluminense: O que Argentino tem a dizer?

A demissão do técnico Luis Zubeldia do Fluminense não passou batida e ganhou destaque no Diário Olé, um dos jornais esportivos mais respeitados da Argentina. Na última quinta-feira (13), o jornal fez uma análise sobre a pouca paciência que se tem com os treinadores na elite do futebol brasileiro e até fez uma comparação inusitada, chamando o cargo de “cadeira elétrica”.

Uma análise bem interessante

O Diário Olé notou uma certa semelhança entre as ligas argentina e brasileira, especialmente quando se trata da falta de tolerância com os treinadores que não entregam resultados logo de cara. Mesmo o Brasileirão sendo referência na América do Sul, não escapa dessa crítica. A publicação reforça que, se por um lado o campeonato é admirado mundialmente, por outro, tem uma característica que lembra a liga argentina: a rápida dispensa de técnicos.

Paciência zero?

A matéria intitulada "Cadeira elétrica do Brasileirão" destaca que, em casos de desempenho ruim, um treinador pode ser demitido, mesmo que esteja no meio de uma competição decisiva. Para se ter uma ideia, após a 23ª rodada do Brasileirão, já foram 14 técnicos demitidos. Para comparar, na Liga Argentina — que conta com 30 equipes — o número de demissões chegou a 20, com o último técnico a deixar o cargo sendo Gustavo Quinteros, desligado do Independiente.

Em resumo, enquanto o Brasileirão é frequentemente mencionado entre as melhores ligas do mundo, a pressão para obter resultados a qualquer custo é um fator que acaba aproximando as duas ligas. E a análise do Diário Olé traz um ponto interessante para refletirmos sobre a pressão e as expectativas em torno dos treinadores no Brasil.

Fonte: UOL -

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