·Fernando del Cantão·A Confusão Judicial de Ruan Tressoldi com o São Paulo
Em uma batalha judicial cheia de reviravoltas, o zagueiro Ruan Tressoldi está processando o São Paulo por R$ 14 milhões! O motivo? Ele alega ter sofrido negligência médica durante seu tempo no clube, que foi de janeiro a junho de 2025.
Acusações em Destaque
Tressoldi não economizou nas críticas. Ele afirma que o São Paulo:
- Não fez um seguro obrigatório, colocando-o em campo mesmo sentindo dores.
- O escalou num jogo mesmo após resultados de exames que mostravam uma lesão no joelho direito.
- O submeteu a um tratamento considerado experimental pelo Conselho Federal de Medicina na época.
- Atrasou uma cirurgia que ele precisava e ainda ficou devendo pagamentos de direitos de imagem.
Por outro lado, o clube não está aceitando essas alegações. Segundo eles, Ruan teve acompanhamento médico contínuo com todos os exames e tratamentos necessários. O São Paulo garante que não houve negligência ou abandono.
O Encontro nos Tribunais
Temos uma audiência marcada para hoje, que promete ser tensa. Tressoldi narra que começou a sentir dores agudas na partida contra o Palmeiras no dia 11 de maio. Mesmo assim, foi instruído a jogar. E não parou por aí: ele foi escalado para o jogo contra o Libertad no dia 14, sem ter feito novos exames.
Na sequência, uma ressonância magnética realizada no dia 15 confirmou a lesão de menisco, além de um edema e tendinopatia no tendão patelar. E mesmo assim, foi escalado para jogar contra o Náutico no dia 20!
Situação com o Sassuolo
Após essas lesões, Ruan alega que o São Paulo parou de pagar ao Sassuolo, clube italiano que detinha seus direitos. O São Paulo disse no processo que tentou negociar a permanência do zagueiro, mas não teve sucesso.
Além disso, Tressoldi informou que foi submetido a um tratamento de Plasma Rico em Plaquetas, que na época era considerado experimental e restrito a protocolos de pesquisa. Depois disso, foi decidido que ele precisaria de cirurgia, mas houve um verdadeiro jogo de empurra entre São Paulo e Sassuolo, com ambos os clubes relutando em arcar com a operação.
Os Custos da Cirurgia
Ruan pediu para que o clube acionasse seu seguro para realizar a cirurgia, mas recebeu a notícia de que este seguro nem havia sido contratado. Resultado: no dia 30 de junho, data final do seu empréstimo, ele foi liberado pelo São Paulo, sem passar pela operação que só foi feita no dia 8 de julho. E o jeito foi quitar a cirurgia em até quatro vezes no cartão de crédito!
O São Paulo, por sua vez, afirma que o zagueiro tinha acesso a um plano de saúde premium, capaz de cobrir todos os procedimentos necessários, e que não houve negativa de assistência.
Valores Reivindicados e Justificativas do Clube
No meio de toda essa confusão, Ruan também menciona que ficou sem receber três meses de direitos de imagem. No total, ele cobra R$ 13,7 milhões do São Paulo, divididos da seguinte forma:
- R$ 540 mil em direitos de imagem atrasados
- R$ 420 mil em verbas rescisórias
- R$ 26,4 mil em despesas médicas
- R$ 4,5 milhões por danos morais
- R$ 450 mil em multas
- R$ 6 milhões pela falta do seguro de atleta
- R$ 1,8 milhões em honorários advocatícios e mais alguns valores a serem calculados.
O São Paulo sustenta que todos os pagamentos rescisórios foram feitos de acordo com a lei e que Ruan teve total acesso a acompanhamento médico profissional, desmentindo qualquer ideia de negligência.
Ah, e vale lembrar que o clube estava passando por uma fase difícil em 2025, enfrentando uma verdadeira epidemia de lesões, com nada menos que 65 jogadores machucados durante a temporada. Sem contar a turbulência política e os conflitos no departamento médico.
Vamos acompanhar como essa história se desenrola!