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·Fernando del Cantão·

Justiça de SP Rejeita Suspensão de Inquérito de Julio Casares

A Justiça de São Paulo decidiu, nesta quinta-feira, que não vai suspender o inquérito policial que investiga lavagem de dinheiro e desvios no São Paulo Futebol Clube, envolvendo o ex-presidente Julio Casares. Essa informação foi revelada com exclusividade pelo UOL lá em janeiro deste ano.

O que rolou?

A investigação aponta que foram sacados impressionantes R$ 11 milhões em dinheiro vivo das contas do clube durante a gestão de Casares. Para complicar ainda mais as coisas, ele recebeu depósitos fracionados em espécie, totalizando R$ 1,5 milhão.

A defesa de Casares foi contatada e prometeu se manifestar, então vamos ficar de olho e atualizar as informações assim que tivermos novidades. Vale lembrar que anteriormente o ex-presidente alegou que os valores eram de sua propriedade, correspondendo a atividades econômicas anteriores à sua presidência no clube. Ele afirmou que esse dinheiro estava guardado e foi depositado na sua conta como um complemento de renda.

Uma Lição Sobre Sigilo e Defesa

Em uma entrevista exclusiva ao UOL no final de julho, Casares comentou que não poderia se defender detalhadamente devido ao sigilo da investigação. Em abril, ele entrou com um mandado de segurança, reclamando que seu direito de defesa estava sendo violado. O principal argumento dele gira em torno do depoimento de duas testemunhas — a sua secretária e o diretor financeiro, Sérgio Pimenta — que ocorreram também em abril.

A defesa de Casares não esteve presente durante os depoimentos — e mais, eles nem sabiam quando iam acontecer! Já o Ministério Público marcou presença, fazendo várias perguntas às testemunhas.

O que a Defesa alega?

A defesa argumentou que essa situação violou seu direito de defesa e as prerrogativas dos advogados, além de ferir o princípio de paridade de armas. Em outras palavras, eles alegam que a presença do Ministério Público nos depoimentos não é justa, dado que a defesa não estava lá.

A força-tarefa responsável pela investigação se defendeu, explicando que ter a presença de representantes do investigado poderia intimidar as testemunhas e afetar seus relatos. A juíza concordou, esclarecendo que Casares ainda não é réu, mas sim alvo de uma investigação. Ela também destacou que a presença da defesa não é sempre garantida em atos investigativos.

O que foi revelado?

Os depoimentos que foram colhidos pela força-tarefa foram considerados impactantes. As testemunhas informaram ao delegado Tiago Fernando Correia e aos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan que Julio Casares tinha o hábito de sacar R$ 100 mil do clube todo mês. E atualmente, o São Paulo ainda não consegue explicar o que aconteceu com R$ 7 milhões!

Enquanto isso, a força-tarefa mantém sigilo sobre as investigações, então vamos aguardar mais atualizações sobre esse caso intrigante. Fiquem ligados!

Fonte: UOL -

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