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·Fernando del Cantão·

Justiça mantém promotor no caso de Armando Mendonça

A Justiça de São Paulo tomou uma decisão importante sobre o caso do vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça. A juíza Amanda Eiko Sato da 25ª Vara Criminal da Barra Funda rejeitou o pedido da defesa de Armando para tirar o promotor Cássio Roberto Conserino do caso Nike.

O que rolou?

A juíza considerou que os advogados de Armando não apresentaram provas sólidas para justificar a saída do promotor. Afinal, Conserino vai continuar à frente da investigação que apura uma série de crimes relacionados à retirada de materiais esportivos dos almoxarifados do Corinthians.

Além disso, Amanda Eiko Sato também deu um toque de urgência e mandou expedir um mandado para que Armando fosse citado no processo. Essa decisão foi publicada na quarta-feira, dia 26.

Por que a defesa queria a saída do promotor?

Os advogados de Armando alegaram que Conserino não tinha a imparcialidade necessária para atuar no caso. Eles pediram também que tudo o que ele fez até agora no processo fosse anulado. Entre as justificativas apresentadas, estavam:

  • Publicações de Conserino sobre o Corinthians nas redes sociais.
  • Opiniões sobre a política interna do clube.
  • A participação do promotor em um evento do SAFiel.

A defesa também questionou a maneira como o Ministério Público conduziu as investigações.

A resposta de Conserino

Em defesa própria, Conserino negou as acusações feitas pela defesa e disse que recebeu a distribuição eletrônica do caso. Ele garantiu que não escolheu estar envolvido na ação e que não tem interesse no resultado.

O pedido de afastamento do promotor havia sido analisado pela Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo. O procurador-geral Paulo Sérgio de Oliveira e Costa decidiu que a responsabilidade sobre essa decisão cabia à juíza do processo, e não a ele.

O que acontece agora?

A juíza Amanda Eiko Sato concluiu que os argumentos apresentados pela defesa não se encaixavam nas situações previstas pela lei para afastar um promotor. Ela ainda ordenou a retirada de uma foto de um familiar de Conserino do processo.

Armando se tornou réu em junho, quando a Justiça aceitou as denúncias do Ministério Público. Ele enfrenta quatro acusações:

  • Apropriação indébita qualificada e continuada.
  • Tentativa de apropriação indébita qualificada.
  • Furto qualificado mediante abuso de confiança.
  • Coação no curso do processo.

De acordo com a acusação, Armando teria se apropriado de 131 itens esportivos que pertenciam ao Corinthians. O Ministério Público também indica que ele tentou pegar 19 camisas especiais da NFL e levou outras oito peças.

Tudo isso veio à tona após uma auditoria interna que detectou falhas nos registros e no fluxo de produtos dos almoxarifados do Parque São Jorge e do CT Joaquim Grava. Embora a Justiça tenha aceitado a denúncia, ela rejeitou os pedidos do Ministério Público para afastar Armando do quadro associativo, impedir sua entrada nas dependências do Corinthians e proibir seu contato com outros membros da administração. Armando, por sua vez, nega todas as acusações.

Fonte: UOL -

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