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·Fernando del Cantão·

A Volta das Torcidas Organizadas: Um Jogo Perto da Violência

As torcidas organizadas do Flamengo, a Raça Rubro-Negra (RRN) e a Torcida Jovem (TJF), têm uma história marcada por altos e baixos. A RRN foi fundada em 1977 e a TJF em 1967, e ambas passaram um bom tempo fora das arquibancadas devido a punições severas após episódios de violência que envolveram seus membros. Vale lembrar que outros grupos, como a Fúria Jovem do Botafogo e a Força Jovem do Vasco, também enfrentaram a mesma situação.

Retorno à Arquibancada

Depois de muito tempo, as organizadas começaram a voltar aos estádios com a ajuda de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) feitos com autoridades. Mas a felicidade não durou muito... As duas torcidas do Flamengo estão novamente suspensas, logo após a TJF ter feito sua reestreia.

O promotor de justiça Márcio Almeida, que comanda o Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEDEST/MPRJ), fez uma observação importante: “Eles têm que nos mostrar o que querem. Não é razoável sair disposto a matar ou morrer”.

Relatos de Violência

O Ministério Público recebeu informações alarmantes do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE) depois das partidas da Libertadores entre Flamengo e Cruzeiro. Durante esses jogos, foi possível notar brigas entre as torcidas. E não parou por aí: em um jogo seguinte, também em Minas Gerais, houve mais confusão durante um confronto pelo Campeonato Brasileiro.

De acordo com o MPRJ, foi prudente acatar a sugestão do BEPE para manter as torcidas afastadas. Ambas foram suspensas por dois jogos no Maracanã: contra o Botafogo e o Mirassol. O objetivo? Que se entendam e, principalmente, que a violência não se repita. Afinal, se continuar, o MPRJ não terá escolha a não ser endurecer as sanções.

Histórico de Problemas

A RRN já tinha declarado que não compareceria ao jogo para evitar complicações com a TJF. Vale lembrar que a Raça voltou a se reunir nos estádios em 2025, e desde então, nenhum problema foi relatado até que a Jovem apareceu de novo, trazendo de volta as confusões.

A TJF havia feito sua volta oficial em agosto do ano passado, mas logo foi suspensa novamente devido a tumultos. Mesmo com a proibição de assistirem aos jogos, os integrantes da Jovem cresceram em número. Surpreendentemente, a proibição parece ter incentivado mais pessoas a se juntarem ao grupo.

O Que Fazer Para Controlar a Situação?

O Ministério Público está tentando envolver as lideranças das torcidas para que elas se responsabilizem e afastem os elementos violentos. O promotor Almeida relatou que conversou com torcidas de todos os grandes clubes do Rio, propondo um pacto pela paz. Ele relatou: “Perguntei se eles querem torcida única. Essa ideia nós, do Ministério Público, não admitimos”.

As brigas entre a TJF e a RRN, muitos acreditam, estão atreladas a alianças com torcidas de outros times e a história de rivalidades que já perdura há anos. É um verdadeiro quebra-cabeça que precisa ser desfeito.

Conclusão

O MPRJ está adotando punições mais leves (de até cinco ou seis jogos), mas não se esqueçam: se a confusão não parar, as consequências podem ser graves! O afastamento de até cinco anos não está descartado, e o importante é que as torcidas entendam que os clubes conseguiram ganhar muitos títulos sem a presença delas.

O alerta é claro: se a violência continuar, novas punições podem aparecer, atingindo até outras torcidas em diferentes estados. É hora de mudar a atitude!


E agora, o que você acha? As torcidas devem agir e se responsabilizar por seus membros ou continuar enfrentando sanções? Deixe sua opinião nos comentários!

Fonte: UOL -

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