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·Fernando del Cantão·

Operário-PR Renova Estrategicamente Seus Direitos

O Operário-PR está com tudo e decidiu formalizar uma proposta para recomprar os direitos econômicos e comerciais que negociou anteriormente com a Sports Media Entertainment (SME), a investidora do bloco Futebol Forte União.

Uma Nova Jogada no Mercado

A proposta foi protocolada junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e o preço estipulado é de R$ 2,21 milhões. Esse montante representa os 10% que pertencem à SME. Mas calma, isso não quer dizer que o Operário queira se afastar do bloco da FFU, muito pelo contrário!

O clube já havia tentado entrar em contato com a SME por meio de notificações extrajudiciais, pedindo um posicionamento sobre o valor da recompra, mas sem sucesso. Sem uma resposta concreta, o Operário partiu para a ação.

O Que Diz o Cade?

Além disso, o Operário trouxe à tona um documento onde a gestão do condomínio da FFU declarou que, do lado deles, não existe um mecanismo de recompra, visto que a administração não foi parte do contrato original de venda dos direitos.

Gabriel Lima, o administrador do condomínio, deu um explicação clara sobre o assunto:

"Embora, por dever de ofício... a Administradora tenha conhecimento do teor do Contrato de Investimento, nem o Condomínio Forte União nem sua Administradora são partes do referido contrato."

Ele ainda acrescentou que a convenção não prevê uma recompra e que também não atribui à administradora a responsabilidade de gerenciar esse tipo de operação.

Operário-PR em Busca de Seus Direitos

Diante dessa situação, o Operário-PR fez suas contas e chegou ao valor total de R$ 2.213.747. Apesar do desejo de recompra, o clube paranaense deixou claro que não quer se desligar do bloco comercial. Na verdade, reconhecem as vantagens de trabalhar em conjunto com os outros times.

"Convém deixar claro que o Operário não pretende deixar o bloco comercial... A recompra apenas recompõe a titularidade integral dos seus direitos econômicos", explicou o clube na sua petição ao Cade.

Referências e Comparações

O Operário usou como exemplo a situação do Corinthians, que se juntou ao bloco em 2024 sem ceder nenhum percentual de seus direitos ao investidor. Isso deixa claro que a participação no arranjo comercial não depende da cessão de direitos econômicos.

O Operário fez suas contas com base no investimento original da SME, aplicando juros de 100% da taxa CDI, mais um adicional de 4% ao ano, calculado pro rata die desde cada investimento.

Para Concluir

Assim, com essa ação, o Operário-PR foca em fortalecer sua posição no mercado e assegurar seus direitos sem abrir mão da colaboração valiosa que tem com os outros clubes da FFU. É um movimento que promete agitar ainda mais o cenário do futebol!

Fonte: UOL -

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