Palmeiras pensa em sair da Conmebol: Uma mudança para a Concacaf é possível?
O que aconteceu?
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, levantou uma questão bem polêmica: e se os clubes brasileiros deixassem a Conmebol e passassem a jogar pela Concacaf? Tudo isso aconteceu depois de uma punição considerada "branda" ao Cerro Porteño em um caso de racismo envolvendo o atacante Luighi. Para ela, as punições foram leves demais, e a mudança para a Concacaf poderia trazer o respeito que o futebol brasileiro merece.
Indignação com as punições
A presidente do clube não escondeu sua indignação após saber da multa aplicada ao Cerro Porteño: 50 mil dólares, além de algumas postagens obrigatórias contra o racismo nas redes sociais e uma partida com portões fechados na Libertadores Sub-20. Segundo Leila, essas sanções não são proporcionais ao crime. "Se você atrasa para ir ao campo, paga 100 mil dólares. Acender um sinalizador? 78 mil. Mas um crime de racismo... É um absurdo!", desabafou.
Conversas futuras
Leila Pereira planeja debater essa ideia mais a fundo com outros dirigentes de clubes durante uma reunião do Conselho Técnico da CBF. Ainda que sua reação seja vista como um forte protesto neste momento, será que os clubes realmente poderiam mudar de confederação?
É possível mudar para a Concacaf?
Embora não seja uma tarefa simples, em teoria, os clubes brasileiros poderiam sim considerar essa migração. Contudo, existirão inúmeras barreiras. Segundo o advogado desportivo André Scalli, qualquer mudança exigiria não apenas um pedido formal da CBF, mas também a aprovação da Conmebol, Concacaf e da própria Fifa. Essa última raramente aceita mudanças sem justificativas fortes, como questões geopolíticas.
Exemplos e precedentes
Jean Nicolau, outro especialista em direito desportivo, acredita que essa migração é pouco provável. Ele explica que a CBF teria que se filiar à Concacaf antes de qualquer mudança. Exemplos de situações semelhantes no passado incluem a Federação Australiana, que em 2006 deixou a Confederação da Oceania e se juntou à Federação Asiática. Eles conseguiram isso devido a razões de competitividade, com a aprovação de todas as partes envolvidas, incluindo a Fifa.
Outro caso interessante é o de Israel, que por questões geopolíticas compete na Europa tanto em torneios de seleções quanto de clubes.
Conclusão
O caminho para uma possível migração para a Concacaf pode ser pavimentado com negociações e acordos, mas não é algo simples ou rápido de ser realizado. No entanto, o questionamento acende uma discussão importante sobre a forma como a Conmebol lida com questões sérias como o racismo e o respeito ao futebol brasileiro.
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Fonte: uol.com.br