Leila Pereira Se Manifesta: Fica Fora do Sorteio da Libertadores Contra o Racismo
Protesto Forte da Presidente do Palmeiras
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, decidiu não participar do sorteio da fase de grupos da Libertadores, que vai rolar nessa segunda-feira (17). E a razão? Um protesto contra o racismo que não dá para ficar calado. Essa declaração vazou antes da final do Paulistão, onde o Palmeiras enfrentou o Corinthians no Allianz Parque.
A Indignação com a Conmebol
Leila não poupou críticas à decisão da Conmebol em relação ao Cerro Porteño, que levou uma "pena ridícula" depois do episódio racista que envolveu o atacante Luighi. O clube paraguaio foi multado em US$ 50 mil (cerca de R$ 288 mil) e ainda terá que jogar com os portões fechados.
Ela deixou claro:
“Eu não irei, o Palmeiras será representado pelo nosso vice, Paulo Buosi. Não irei como forma de manifestação contra a pena ridícula imposta pela Conmebol ao racista e ao Cerro Porteño que reiteradamente vem praticando essa conivência com esses racistas.” (Leila Pereira, em entrevista à TNT Sports)
Ação Direta com a Fifa
O Palmeiras está irado com as ações da Conmebol e decidiu agir! O clube enviou uma carta à Fifa pedindo um olhar mais sério sobre os crimes de injúria racial que estão rolando no futebol sul-americano. Eles afirmam que as punições atuais são "inócuas" e "insuficientes".
Leila comentou:
“Ainda estamos aguardando a resposta da carta da Fifa e vamos insistir nisso. É um crime muito grave. Não podemos deixar que a Conmebol seja tão conivente com esse tipo de atitude.”
Propostas de Mudança
O documento que foi enviado à Fifa, e que contou com o apoio de outros clubes brasileiros, sugere uma multa de R$ 2 milhões e até a eliminação dos clubes reincidentes nos casos de racismo. O Palmeiras destacou vários casos de racismo em competições e afirmou que a Conmebol não dá a devida seriedade ao problema.
Leila afirmou também:
“Vamos solicitar a exclusão do Cerro Porteño da competição, porque não é a primeira vez que esse clube ataca nossos atletas e torcedores.”
O Caso Luighi
Na semana passada, Luighi se tornou mais uma vítima de injúria racial durante uma partida da Libertadores sub-20, onde sofreu agressão verbal e física por parte de um torcedor do Cerro Porteño. O atacante ficou extremamente emocionado após o jogo e se queixou da falta de perguntas sobre o que aconteceu.
Ele desabafou:
“É sério isso? Vocês não vão perguntar sobre o ato de racismo que fizeram comigo? É sério? Até quando a gente vai passar isso? O que fizeram comigo foi um crime.”
Conclusão
O clima no futebol sul-americano está tenso, e a luta contra o racismo precisa ser uma prioridade. A postura firme de Leila Pereira e o Palmeiras é um exemplo de como o esporte pode abordar questões sociais sérias. Vamos seguir de olho nessa história e na resposta da Fifa em relação a essa situação que, definitivamente, não pode ser ignorada!
Fonte: uol.com.br