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Libertadores: Palmeiras Enfrenta Cerro Após Caso de Racismo e Protesto de Leila

O Palmeiras e o Cerro Porteño se reencontram na Libertadores! Depois do sorteio que rolou nesta segunda-feira, as duas equipes caíram no mesmo grupo, que também conta com Bolívar e Sporting Cristal. Mas a presença de Leila Pereira, a presidente do Palmeiras, foi bem notada (ou melhor, não foi), já que ela decidiu não comparecer em forma de protesto.

Por Que a Leila Não Foi?

O motivo da ausência de Leila está ligado a um imbróglio entre o Palmeiras e a Conmebol, que lida com as punições oferecidas ao Cerro Porteño depois que o atacante Luighi, do sub-20 do Verdão, sofreu racismo em um jogo no Paraguai. Isso aconteceu no dia 6 de março, quando Luighi foi alvo de ofensas durante uma partida.

Como resposta, a Conmebol aplicou algumas punições ao Cerro:

  • Multa financeira
  • Jogos com portões fechados na Libertadores Sub-20
  • Postagens obrigatórias contra racismo nas redes sociais

Mas, adivinha? As sanções não foram bem vistas pelo Palmeiras. Leila chegou a pedir uma intervenção da FIFA e sugeriu que clubes brasileiros considerassem trocar a Conmebol pela Concacaf.

As Palavras de Paulo Buosi

Como Leila não estava lá, Paulo Buosi, o vice-presidente do Palmeiras, explicou a ausência dela:

"A presidente quis registrar um protesto sobre tudo que aconteceu com nossos jogadores, mas decidimos que eu precisava estar aqui para representar institucionalmente o Palmeiras. Nossa revolta e protesto precisam ser reconhecidos. Não dá para aceitar que isso continue acontecendo."

O Discurso da Conmebol

Na cerimônia, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, fez um discurso sobre a questão do racismo. Ele se mostrou sensibilizado pelo caso de Luighi e falou sobre como o racismo, que vem de uma raiz na sociedade, ainda impacta o futebol:

"Não posso seguir sem falar do racismo. É um problema grande que o futebol enfrenta. A Conmebol faz tudo o que pode, mas isso não é o suficiente. O racismo está enraizado na sociedade e precisamos atuar em conjunto com as autoridades para combater essa discriminação."

Ele ainda anunciou que a Conmebol vai convocar governos e associações em toda a América do Sul para agir de forma conjunta contra qualquer tipo de discriminação.

Histórico de Racismo entre os Times

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que o Palmeiras tem problemas relacionados a ofensas racistas em jogos contra o Cerro. Em 2023, o jogador Bruno Tabata também foi chamado de "macaco" por torcedores do Cerro. Curiosamente, quem acabou punido foi o Tabata, que recebeu uma suspensão de quatro meses por suposto ato racista, justamente por tentar chocar a torcida e expor o que estava acontecendo.

Na época, o Cerro foi multado em 100 mil dólares e teve parte da arquibancada fechada para a próxima partida. O Palmeiras ainda tentou recorrer da punição aplicada ao Tabata pela Conmebol, mas não obteve sucesso.


É isso, galera! O clima está quente e a expectativa é enorme para esse reencontro na Libertadores, que promete ser marcado não só pela bola rolando, mas também pelas discussões sobre racismo que continuam a acontecer no futebol. Vamos acompanhar!

Fonte: uol.com.br

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