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O Silêncio Barulhento da CBF e Clubes Sobre o Racismo na Conmebol

Quando a gente pensa que a situação não pode ficar pior, vem a Conmebol e decide comparar os clubes brasileiros com a Chita, do Tarzan. Enquanto a Libertadores é o “herói fortão”, nós somos o “chimpanzé amigão”. A única certeza que temos é que as sanções ridículas sobre o caso Luighi e os discursos vazios durante os sorteios das competições não vão ajudar em nada.

A Falta de Reação

Sinceramente? Eu estava esperando uma reação de peso do pessoal aqui. Esperava, pelo menos, aquelas famosas notas de repúdio, posts nas redes sociais, algo que mostrasse que a situação é séria. E o que aconteceu? Praticamente nada. Na verdade, quase nenhum clube se pronunciou oficialmente. A maioria dos dirigentes que falou, só se tocou quando a imprensa cobrou uma posição. O máximo que ouviram foi um “somos contra o racismo”, como se isso fosse surpreendente. Legal, né? Só faltava dizer que era a favor.

E a CBF?

Ah, a CBF! Com seu primeiro presidente negro e a luta antirracista na agenda, a gente imagina que eles vão se manifestar, certo? Até agora, nada. A CBF se manteve em silêncio sobre as declarações de Alejandro Domínguez.

Claro, é possível que eles estejam fazendo algo por trás dos panos, se articulando para fazer alguma movimentação – bem que poderia ser. No entanto, o que dizemos publicamente tem um peso enorme.

A Importância da Voz Ativa

Falar alto que o racismo é inaceitável – e, no Brasil, até é crime – fortalece essa mensagem. Agora, ficar calado só ajuda a dar a impressão de que tá tudo bem, que vale tudo.

E, para deixar a situação ainda mais absurda, o ex-jogador paraguaio Carlos Báez postou um vídeo dizendo que o racismo “não existe” no futebol. Sério? "Alejandro Domínguez, por favor, mande uma carta para o Palmeiras e diga que esse é um esporte de homem, de homem forte".

É exatamente por isso que todos precisam se manifestar, especialmente aqueles que têm o poder de pressionar os racistas, fazendo com que sintam as consequências nas suas vidas – ou pelo menos no bolso!

Parece que, mesmo em um assunto tão crítico quanto a nossa humanidade, a velha máxima continua válida: money talks.


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Fonte: uol.com.br

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