Palmeiras se Prepara com Segurança Reforçada Contra o Cerro, e Leila Não Tem Medo da Conmebol
O Palmeiras está pronto para reforçar a segurança da sua delegação durante a partida contra o Cerro Porteño, no Paraguai, valendo pela fase de grupos da Libertadores. E tudo isso por conta do clima tenso entre os clubes, especialmente após os incidentes racistas envolvendo torcedores paraguaio e a falta de punições da Conmebol.
A fala de Leila Pereira: Coragem e Compromisso
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, não escondeu sua preocupação sobre o jogo. Ela destacou que a questão não é apenas uma rivalidade entre os times, mas sim uma luta contra o racismo:
"Vamos levar mais seguranças. Isso não é um problema só do Palmeiras contra o Cerro. É uma luta contra o racismo. Fico muito preocupada, mas isso nos faz tomar precauções. Acredito que a Conmebol tentará garantir que o jogo seja resolvido dentro de campo, para não atrapalhar o espetáculo", disse durante um evento após a reeleição de Ednaldo Rodrigues na CBF.
Racismo: Uma Luta Constante
Leila também enfatizou o trabalho contínuo do clube nessa batalha. Recentemente, o atacante Luighi foi alvo de agressões racistas durante um jogo da Libertadores sub-20 em Assunção. Desde então, a presidente tem pressionado por punições severas para os responsáveis.
"O que não falta para a presidente do Palmeiras é coragem. Fui eleita para lutar pelo clube e pelos nossos milhões de torcedores. Jamais chegaria aqui e não fizesse nada após o que aconteceu no Paraguai", declarou Leila, reforçando que está lutando pelo que é certo.
Ela ainda disse que não teme represálias contra o clube, pois acredita que não haverá prejuízos. "É inadmissível que alguém se sinta indiferente ao sofrimento que meus atletas enfrentam. Como dirigentes, não podemos nos calar. E estou confiante de que a maioria dos clubes estará do nosso lado. A luta pela justiça é muito mais importante do que ganhar um título", completou.
Declarando Guerra Contra a Conmebol
Recentemente, Leila Pereira também gerou burburinho com uma sugestão de que os clubes brasileiros se retirassem da Conmebol e migrassem para a Concacaf, por conta da falta de punições para casos de racismo. Após este comentário, Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, comentou que "a Libertadores sem brasileiros seria como Tarzan sem Chita". Leila não deixou barato e não hesitou em rebater a declaração.
"Não tenho nada contra a Conmebol, mas sim, contra as ações dela em relação ao combate ao racismo. Isso não ocorreu só uma vez, mas sim três. Queremos penas mais severas. A luta é pela justiça e pela severidade das punições. Se não houver ações efetivas, isso nunca terá fim", afirmou.
O Caminho à Frente
O Palmeiras vai estrear na Libertadores no dia 3 de abril, enfrentando o Sporting Cristal, no Peru, às 19 horas (horário de Brasília). Antes de enfrentar o Cerro Porteño novamente, o Verdão receberá os paraguaios no Allianz Parque no dia 9 de abril.
"Vamos jogar contra eles aqui no Brasil, mas sejamos sinceros. O crime de racismo existe aqui também, e se acontecer em nosso estádio, pessoas serão punidas com seriedade. É assim que vamos combater essa questão", finalizou Leila.
É isso, pessoal! O Palmeiras está em uma luta séria contra o racismo, e a presidente Leila Pereira está firme na defesa dos valores do clube. Vamos acompanhar como será essa trajetória na Libertadores!
Fonte: uol.com.br