O que os relatórios da Conmebol revelam sobre o caso de racismo contra Luighi do Palmeiras
Na partida entre Cerro Porteño e Palmeiras pela Libertadores Sub-20, a situação envolvendo o atacante Luighi ganhou destaque devido a um episódio de racismo. Os relatos do árbitro e do delegado da partida trazem detalhes importantes sobre o que aconteceu. E, olha, o blog do Miltão teve acesso a esses documentos!
O que rolou no jogo?
Ao que tudo indica, a Fifa mandou muito bem ao exigir que o protocolo contra racismo fosse ativado. Isso foi bem registrado nos relatórios da galera que estava em campo. Mas vamos falar da parte chata: o Tribunal Disciplinar tomou uma decisão que muitos brasileiros consideraram branda. Isso levantou várias críticas contra a Conmebol, vindo de todos os lados, incluindo o Palmeiras e até a CBF.
O momento crucial
- No minuto 82, durante uma substituição do Palmeiras, Luighi pegar uma carona na frente da torcida do Cerro Porteño. E adivinha? Ele foi recebido com gritos de "macaco" e gestos bem infelizes. Pra piorar, ainda houve gente cuspindo no jogador.
O assistente número 2, Diego Jaimes, percebeu a situação e me informou na hora. Assim que ele passou a info, fui correndo falar com o delegado da partida sobre o que estava rolando. O resultado? O protocolo de racismo foi ativado, e o jogo foi interrompido por dois minutos.
Testemunhos dos Oficiais
Augusto Menéndez (PER), o árbitro principal, comentou:
"Aos 82 minutos, eu fui até a mesa técnica e avisei que a torcida do Cerro Porteño estava soltando uns insultos racistas, tipo 'macaco', e fazendo gestos ofensivos. A parada foi tão séria que a partida teve que ser interrompida a pedido meu, e assim começou o protocolo de racismo."Rodrigo Chiri acrescentou:
"O técnico do Palmeiras veio até mim e ao coordenador, denunciando que seus jogadores estavam recebendo ofensas racistas. O Luighi, que é o jogador número 9, voltou pro banco visivelmente emocionado e chorando."
O que acontece agora?
Como resultado, o Cerro Porteño levou uma multa de US$ 50 mil (que dá cerca de R$ 286 mil) e não pôde contar com sua torcida no último jogo do torneio sub-20.
O Palmeiras e a CBF não ficaram calados e se manifestaram contra a punição, criticando abertamente a Conmebol. E pra acabar, a CBF se reuniu com outras associações ligadas à Conmebol para discutir medidas mais eficientes contra racismo e violência no futebol sul-americano.
Espera-se que esse episódio não se repita e que o futebol seja um espaço de respeito e inclusão para todos!
Fonte: uol.com.br