Zubeldía comenta jogo e vaias da torcida: "É normal!"
Luis Zubeldía, o técnico do São Paulo, teve sua dose de emoção na coletiva de imprensa após o empate contra o Sport, que rolou no Morumbi. E olha, ele não hesitou em mencionar o Palmeiras enquanto tentava justificar o uso da base do Tricolor.
Vaias e pressões da torcida? Faz parte!
Após o apito final, lá vieram as vaias e até alguns gritos chamando o Zubeldía de “burro”. E ele, super tranquilo, disse que isso acontece normalmente quando o time não consegue vencer em casa. “Hoje, quantas pessoas estavam aqui? [37 mil]. Se não conseguimos dar um presente a eles com uma vitória, a gente acaba desaprovado. Isso é normal para mim e para os jogadores”, afirmou.
Revelação da base: um desafio e tanto!
Zubeldía também fez uma reflexão sobre a presença de dois garotos da base, o Ferreira e o Matheus Alves, que jogaram 20 a 25 minutinhos na primeira divisão. "Precisávamos ganhar, e isso não é algo comum. Somente o Palmeiras consegue fazer isso porque já está com um técnico há quatro ou cinco anos, levantando troféus", comentou.
Ele ainda ressaltou: "Na primeira rodada do Brasileirão, colocar dois meninos para decidir um jogo é complicado. E o Ryan [Francisco]? Impossível que o Jonathan [Calleri] ou o André [Silva] joguem sem parar durante toda a temporada. Cartão amarelo, lesão... vão abrir espaço para que o Ryan brilhe. Mas enquanto o André e o Calleri estiverem bem, eles vão ser prioridade.”
E o Oscar?
A ausência do Oscar também pesou no empate, segundo ele: "Estávamos contando com o Oscar, mas ele não se recuperou. O Lucas já sabíamos que não ia estar com a gente. Quando soubemos da ausência do Oscar, decidimos não arriscar e ajustamos a equipe para ficarmos equilibrados. No segundo tempo, melhoramos em relação ao primeiro."
Zubeldía ainda analisou o desempenho: "No primeiro tempo, o pênalti perdido nos travou; foi muito difícil. Porém, no segundo tempo, nosso jogo fluiu melhor. A equipe estava mais vertical, com passes mais amplos e isso foi ótimo.”
E agora, o que vem pela frente?
Sobre a próxima partida contra o Talleres, ele comentou: "São situações diferentes. Eu me preocupo por ainda não termos vencido no Brasileirão, mas a Libertadores vai ser um baita desafio. Os times argentinos são intensos, e isso vai exigir muito da gente.”
O meio-campo precisa funcionar!
Falando sobre a formação do meio-campo com Luis Gustavo, Alisson e Marcos Antônio, ele foi claro: "Eles não têm culpa. A organização estava planejada de um jeito e acabamos não mudando para dar mais segurança. Mas no segundo tempo, conseguimos ser bem melhores em tudo."
Base e paciência: a chave para a vitória!
"Entre todos os grandes, eu gostaria de saber quem foi que colocou três meninos da base em campo. O nosso elenco é curto, e colocamos dois deles na estreia do Brasileirão, o que é bem ousado. Isso leva tempo e trabalho", comentou, pedindo paciência para que todos reconheçam essa situação.
Sobre o Oscar e o Luan
Zubeldía ainda deixou uma esperança no ar para a participação do Oscar na estreia da Libertadores: "Eu espero que sim, mas não quero forçar nada. Vocês nunca vão ouvir um treinador falando em apressar o retorno de um lesionado".
E quanto ao Luan, que foi reintegrado ao elenco, ele disse: “Ele agradeceu por estar de volta, mas passou bastante tempo afastado e vai precisar de um tempo para se readaptar fisicamente."
E aí, você também acha que esses jovens podem ser a salvação do Tricolor? Vamos acompanhar essa história!
Fonte: uol.com.br