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Apoio aos Refugiados Indígenas: A Conexão Fla e os Warao no Pará

Um toque especial na Libertadores

Hoje, o Flamengo vai entrar em campo contra o Deportivo Táchira, e isso não é só mais um jogo na Libertadores. Para os indígenas venezuelanos da etnia Warao que vivem em Ananindeua, no Pará, a partida tem um significado todo especial. Refugiados, eles encontraram abrigo em uma escolinha do Fla e se tornaram torcedores apaixonados pelo time da Gávea.

A história de Greyver Moraleda

Vamos falar de Greyver Moraleda, um jovem de 14 anos que é a prova viva de como o futebol pode transformar vidas! Ano passado, ele teve a chance de ir ao Rio de Janeiro para fazer um teste no Flamengo, mas essa viagem foi apenas um dos muitos desafios que enfrentou, junto com sua família, ao deixar a Venezuela em busca de oportunidades em 2018.

Norberto Warao, pai de Greyver, compartilhou como foi difícil a adaptação: "Estamos no Brasil desde quando ele tinha sete anos. Como imigrantes, ficamos um tempo procurando apoio e passamos dificuldades. Chegamos a morar na rua em Belém antes de conseguir um lugar em Ananindeua."

O sonho do futebol

Devagar, Greyver foi se adaptando ao Brasil e decidiu que queria ser jogador de futebol. Ele começou em outra escolinha antes de ir para a do Flamengo, onde conseguiu uma bolsa.

“Ele dizia: 'Papai, eu quero treinar' e foi assim que ele começou essa jornada,” contou Norberto. “Atualmente, ele está lutando ainda para seguir o sonho de se tornar jogador de futebol. Nós sempre rezamos para que Deus abra as portas para ele."

Luiz Hass, o CEO das escolas do Flamengo em Belém e Ananindeua, se recorda do primeiro dia do garoto na escolinha: "Ele chegou há três anos e logo se destacou. É forte, rápido, educado e conquistou todo mundo. Demos a ele uma bolsa de treinos e o incentivamos a participar de campeonatos."

Uma rede de apoio incrível

Foi em um desses campeonatos que Greyver chamou a atenção de um olheiro do Flamengo. Mas ele enfrentou mais um desafio: não tinha como arcar com os custos da viagem para o Rio. E é aí que entra uma rede de apoio incrível!

A Acnur, a agência da ONU para refugiados, ajudou com a hospedagem e até fez uma parceria com a "Azul Linhas Aéreas" para as passagens. Greyver passou cinco dias na capital carioca, conheceu o Maracanã, entrou em campo e assistiu ao Flamengo vencer o Grêmio.

Infelizmente, ele não passou no teste, mas isso não o fez desistir. "Ele ficou super feliz por ter ido e participado. O futebol o ajudou bastante a se adaptar ao novo país e à nova língua. Ele fez amigos e estuda em uma escola pública," disse Norberto, que ainda revelou que seu outro filho, de nove anos, também vai ser matriculado na escolinha do Flamengo.

O povo Warao e sua força

Os Warao representam a maior parte dos refugiados indígenas no Brasil, com cerca de 11.500 pessoas, sendo cerca de 7.500 dessa etnia. Muitos deles vivem em estados como Alagoas, Pará e Roraima, segundo dados da Acnur. Em Ananindeua, há uma comunidade significativa de Warao, onde Greyver e sua família residem.

Norberto comentou sobre a difícil decisão de deixar a Venezuela: "A situação aqui entre 2016 e 2018 era horrível. Saímos em busca de oportunidades e conseguimos. Com fé em Deus e muito esforço, acreditamos em um futuro melhor."

E assim, a história de Greyver e sua família nos mostra que, mesmo diante de dificuldades, a esperança e a paixão pelo futebol podem abrir portas e transformar vidas.

Fonte: uol.com.br

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