Corinthians: 40% dos gols sofridos em 2025 vieram de bolas aéreas
Na última quarta-feira (2), a torcida do Corinthians teve uma noite para esquecer. O Alvinegro paulista não conseguiu superar o Huracán, da Argentina, e acabou derrotado por 2 a 1 na Neo Química Arena, em sua estreia na fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Defensiva em xeque
Um dos pontos fracos que voltou a aparecer foi a defesa em lances de bola aérea. O primeiro gol do Huracán, por exemplo, aconteceu após um escanteio cobrado por Leo Gil. A bola chegou à primeira trave, e Sequeira não teve dificuldades para balançar as redes de Matheus Donelli.
O Corinthians realmente precisa ficar atento a esse problema, já que quase 40% dos gols sofridos em 2025 foram em lances aéreos. Até agora, em 22 jogos, o time levou 23 gols, sendo nove deles resultado de cruzamentos ou escanteios. Esses gols desfavoráveis vieram em confrontos com equipes como:
- Red Bull Bragantino
- Velo Clube
- São Paulo
- Santos (duas vezes)
- Guarani
- UCV (VEN)
- Bahia
- Huracán (ARG)
A conta exata é de 39,13% dos gols sofridos pelo Timão que tiveram origem em bolas aéreas. Com três competições pela frente, o time está em estado de alerta.
Foco nos treinos
Após a partida de quarta-feira, o técnico Ramón Díaz mencionou que o elenco tem se esforçado em treinos específicos para melhorar a marcação em jogadas de bola parada. No entanto, ele reconheceu que ainda há espaço para melhorias, especialmente em termos de atenção em algumas jogadas.
“Estivemos trabalhando duro para melhorar, mas o comportamento do adversário também conta. No primeiro gol, o atacante foi rápido e conseguiu o cabeceio. Não foi só sorte. Temos que mudar isso. Precisamos de mais atenção e trabalhar melhor para não cometer tantos erros,” disse Ramón Díaz.
Desde o começo da temporada, a defensiva do Timão tem enfrentado instabilidades. O primeiro gol sofrido, aliás, teve origem em um cruzamento que Lucas Evangelista cabeceou sem marcação. Curiosamente, o Corinthians virou o jogo e venceu o Red Bull Bragantino nessa estreia do Paulista.
Clássicos e desafios
Os problemas defensivos na bola aérea ficaram bem evidentes em outros jogos também. No clássico contra o São Paulo, por exemplo, o atacante Lucas Moura, que tem apenas 1,74m, subiu livre e abriu o placar com um cabeceio.
Nos dois últimos jogos, o Corinthians repetiu o erro: primeiro, tomou um gol de cabeça de Gilberto no empate em 1 a 1 contra o Bahia pelo Brasileirão e, logo em seguida, sofreu mais um gol de Sequeira na derrota para o Huracán.
O que vem a seguir?
Agora, Ramón Díaz tem a missão de arrumar essa defesa. A boa notícia é que ele pode contar com todos os zagueiros disponíveis — Gustavo Henrique, Félix Torres, André Ramalho, Cacá e João Pedro Tchoca estão todos prontos para jogar.
Mas o tempo está corrido! O Timão já volta a campo neste sábado, enfrentando o Vasco às 18h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
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Fonte: uol.com.br