Corinthians: Ética Zera Tuma, Mas Conselho Reage
A Novidade no Timão
A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians decidiu afastar Romeu Tuma Jr., o presidente do Conselho Deliberativo (CD), de forma preventiva. Essa decisão ocorreu em uma reunião na noite passada, onde a votação ficou em 3 a 1 a favor do afastamento. O presidente da Comissão, Roberson Medeiros, conhecido como Dunga, não votou, já que ele assume o cargo na ausência de Tuma conforme o estatuto do clube. A informação foi inicialmente publicada pelo ge e confirmada pelo UOL.
O Motivo por Trás da Decisão
Esse afastamento é resultado de dois processos ainda sem julgamento, e os advogados ainda não definiram uma data para isso. O pano de fundo aqui é uma série de denúncias feitas pelo presidente do Timão, Augusto Melo, e pelo conselheiro Roberto Willian Miguel, conhecido como Libanês. Eles alegam que Tuma foi parcial durante o processo de impeachment de Melo e causou danos à imagem do clube com suas declarações públicas.
Na verdade, Romeu Tuma defende-se dizendo que não há base estatutária para seu afastamento, e que uma assembleia do CD deveria decidir sobre isso. Ele tem a chance de reverter a decisão ao apresentar uma nova defesa, junto com testemunhas e documentos durante o processo. Mas, curiosamente, Tuma ainda não recebeu nenhum aviso da comissão sobre essa ação.
Reações na Comunidade Corinthiana
Logo que a notícia surgiu, o grupo de WhatsApp dos conselheiros ficou agitado. Membros, tanto aliados de Augusto quanto da oposição, estavam surpresos e indignados, afirmando que a Comissão de Ética estava ignorando o Conselho Deliberativo com essa “decisão arbitrária”.
O presidente da Comissão de Justiça do clube, Leonardo Pantaleão, até chamou o ato de “ilegal” em uma nota enviada aos conselheiros. Diante de toda essa repercussão negativa, a Comissão de Ética decidiu ficar em silêncio, apesar das solicitações de uma posição oficial que ainda não foram atendidas.
A Comunicação da Comissão de Justiça
A Comissão de Justiça também se manifestou sobre a situação, sinalizando que a decisão de afastamento cautelar é manifestamente ilegal e desprovida de fundamentos estatutários válidos. Eles afirmaram que para algo assim ter efeito, deve ser validado pelo plenário do órgão. Afinal, não dá para deixar que decisões tão impactantes sejam tomadas sem o devido respeito às garantias de contraditório e ampla defesa.
Entre as considerações, a mensagem da Comissão de Justiça conclamou os(as) Conselheiros(as) a defenderem a legalidade e as prerrogativas do Conselho Deliberativo até que uma reunião para discutir o tema possa ser feita.
E aí, o que será que vem por aí? A situação está aquecendo nos bastidores do Timão, e vale a pena ficar ligado.
Fonte: uol.com.br