Alex fala sobre a preferência por técnicos: 'Nem todos venceram'
A visão de Alex sobre os técnicos estrangeiros
Desde que virou treinador em 2021, o Alex, ex-jogador famoso pelo seu talento em times como Cruzeiro, Palmeiras e Fenerbahçe, ainda não dirigiu um time da Série A. Ele enfrenta a concorrência com outros técnicos brasileiros mais experientes e a tendência recente de clubes brasileiros optarem por técnicos estrangeiros. Mas será que a nacionalidade realmente faz diferença na escolha dos treinadores? Para o Alex, não exatamente!
Em uma conversa descontraída no programa Zona Mista do Hernan, do Canal UOL, Alex mandou a real:
“Não vejo diferença se o Sampaoli, que é argentino, o Abel, que é português, ou o Roger Machado, que é brasileiro. Se o treinador tem um bom trabalho, precisa ser elogiado.”
Ele também destacou que, apesar da percepção de que todos os técnicos estrangeiros vêm e conquistam títulos, a verdade é que, nos últimos dez anos, mais de 50 estrangeiros atuaram no Brasil. E se não contarem com um clube organizado e um bom time, a chance de fracasso é bem alta.
Um exemplo: Vítor Pereira
Alex usou o Vítor Pereira como exemplo de como as coisas podem ser complicadas, mesmo para quem já brilhou em outros lugares. O técnico português teve boas passagens pelo Corinthians, onde chegou à final da Copa do Brasil, mas acabou saindo por motivos pessoais. Depois, foi para o Flamengo, mas seu trabalho não agradou e ele foi demitido após perder cinco títulos em quatro meses. Hoje em dia, ele está à frente do Wolverhampton, na Premier League.
“Em dois anos Vítor Pereira treinou Corinthians e Flamengo, mas não dá pra dizer que ele é um mau treinador. Ele se destacou na Turquia, fez sucesso em Portugal e agora tá fazendo um bom trabalho na Inglaterra. Porém, aqui, ele não entregou os resultados que os torcedores esperavam”, afirmou Alex.
O sucesso dos treinadores brasileiros
Alex também não esqueceu de valorizar o trabalho dos técnicos brasileiros. Ele lembrou de Rogério Ceni no Bahia e Roger Machado no Internacional. Para ele, é importante reconhecer as boas performances:
“Se eu não estiver enganado, o Roger nunca saiu com percentual negativo dos clubes onde ele trabalhou. Saía por conta de situações que acontecem, como uma sequência de derrotas. O Rogério também não fez feio no São Paulo nem no Fortaleza. O único momento mais complicado do Rogério foi no Cruzeiro, mas quem se destacou lá naquela fase?”
Resumindo, Alex acredita que o que realmente importa é o trabalho do treinador, independente da sua nacionalidade. O que conta são os resultados e a capacidade de fazer as equipes jogarem bem!
E lembre-se, para mais conteúdo interessante, fique ligado em Zona Mista do Hernan, que vai ao ar toda semana no canal do UOL Esporte no YouTube!
Fonte: uol.com.br