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Cléber Xavier comenta empate de estreia: "Foi uma infelicidade"

O técnico Cléber Xavier estreou pelo Santos em um jogo tenso contra o CRB, e, sinceramente, ele não escondeu a frustração. O Peixe até abriu o placar, mas acabou cedendo um empate e, por um milagre, não saiu derrotado, graças a uma defesa espetacular do goleiro Gabriel Brazão, que pegou um pênalti nos acréscimos.

Olhando para a Estreia

Cléber foi bem honesto: "Eu gostaria muito que essa estreia tivesse sido melhor, com uma vitória. Acostumado aos torneios de mata-mata, o resultado poderia ser outro se não fosse a grande defesa do Brazão. Agora, vamos encarar o próximo jogo com igualdade, buscando a classificação em Alagoas. Mas, para ser sincero, não estou feliz".

O Gol Inesperado

O treinador também falou sobre o erro que levou ao gol do CRB: "O Aderlan tentou uma jogada pela lateral, mas acabou recuperando a bola de modo precipitado. O Gil também tentou, mas falhou no chute e a bola sobrou. A infelicidade é que foi um gol muito parecido com o do Sasha contra o Red Bull. Temos que corrigir essa situação. Em momentos como esse, precisamos ser mais pacientes, dominar a jogada. Às vezes, temos que esperar a melhor oportunidade e pensar antes de agir".

O Que Ele Tirou da Estreia

"A entrega e a dedicação dos jogadores foram positivas", contou Cléber. "Eles realmente querem sair dessa situação. No entanto, isso trouxe um pouco de ansiedade, e isso acabou fazendo a bola 'queimar' no pé de alguns. A criação poderia ser melhor, principalmente no último terço do campo. Vamos reanalisar tudo isso com calma amanhã. É assim que fazemos: analisamos todos os detalhes e depois conversamos com a equipe".

Respostas Diretas na Coletiva

Cléber também respondeu a algumas questões na coletiva:

Sobre os Protestos

"Sabíamos que a pressão estaria presente. O ambiente já estava tenso, especialmente após a invasão do CT. Trabalhamos as questões táticas e também o lado mental durante os treinamentos."

Conversando com Guilherme e Pituca

"Quando você chega a um novo time, precisa tomar decisões rápidas. Uma das minhas decisões foi trazer jogadores que estavam sob pressão, como Pituca e Guilherme, de volta à equipe. Tive conversas com eles, e ambos estavam dispostos a enfrentar essa fase. Infelizmente, Guilherme se lesionou e o Pituca fez o que pôde, mas ainda estamos buscando soluções."

O Formato Tático 4-4-2

"Já havia implementado essa formação no jogo anterior com o Sampaio. Perder alguns jogadores nos deixou com poucas opções, então modernizamos a estratégia. O Mateus entrou como um jogador externo e, após alguns ajustes, trouxemos o Deivid para a jogada individual."

Mais Minutos para a Base?

"Jogadores como Deivid e Mateus entraram muito bem. Tem outros meninos, como o Hyan, precisando de tempo. O Luca, por exemplo, jogou fora da sua posição. Mas com certeza, esses garotos vão oferecer opções valiosas nos próximos jogos".

Expectativas para 2025

"Primeiramente, precisamos sair dessa situação complicada. Vamos focar no próximo jogo. A Copa do Brasil está aberta, e o CRB não conseguiu definir. Assim, temos chance lá. No Brasileiro, vamos encarar um time em situação semelhante, e com os reforços voltando, podemos preparar um bom jogo."

Sobre Rollheiser

"Ele teve um bom desempenho. Eu cobrei dele mais finalizações e, antes do jogo, brinquei que era a hora dele crescer nessa parte. Ele é um bom armador e finalizador, e espero que se recupere rapidamente, pois saiu bem desgastado do jogo.”

Desafios do Santos

"A identificação dos problemas é rápida. Integração de ideias de trabalho e correção da estrutura leva tempo. Cada passo revela novos detalhes e, quando tivermos mais espaço, vamos identificar e aplicar nossos conceitos. Estamos focando em uma marcação zonal, que é diferente do que nosso predecessor fazia".

E assim ele encerra a coletiva, refletindo a determinação em virar o jogo. Na evolução de um time, cada jogo é uma nova oportunidade!

Fonte: uol.com.br

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