Vasco Bobeia Feio e Palmeiras Não Perdoa em Campo Neutro
A polêmica do estádio neutro
Primeiro, vamos deixar uma coisa clara: jogar em um estádio neutro realmente dá uma injustiça danada no Brasileirão. É sempre assim quando um time mandante decide “vender” o mando de campo e se aventurar em um lugar que não é sua casa.
Dessa vez, quem tomou a decisão foi o Vasco, que vendeu seu mando para enfrentar o Palmeiras em Brasília, no famoso Mané Garrincha. Agora, Santos e Sport que já enfrentaram o Vasco em São Januário têm toda razão para estar reclamando. E, claro, outros times que ainda vão pegar o Cruzmaltino em sua “fortaleza”.
O problema é que ninguém está fazendo nada a respeito porque, embora muitos concordem que isso não é o correto, acabaram se rendendo ao que foi aprovado no regulamento. Afinal, a ética no esporte parece ter ido para o espaço!
É uma pena que até um ex-jogador, como o presidente do Vasco, Pedrinho, não tenha uma postura diferente. Mas vamos ao que importa, que é o clássico!
O jogo
E o Palmeiras começou mandando no jogo desde o primeiro apito, como todo mundo já esperava. O Vasco, já fragilizado por não contar com Coutinho e Vegetti, ficou ainda mais sem graça em campo.
Teve um momento em que Bruno Fuchs cabeceou para fora o que poderia ter sido um 1 a 0 para o Palmeiras. O Vasco até tentava, com contra-ataques e o angolano Loide Augusto se destacando, mas antes do final do primeiro tempo, ele se machucou e teve que sair para a entrada de Garré. Para piorar, também teve a troca de Lucas Freitas por Luiz Gustavo, que também saiu machucado.
O Palmeiras parecia que não ia conseguir fazer um gol nem por milagre, e, na melhor chance do clássico, Giay fez uma defesa de bicicleta para evitar a rede balançando com uma cobertura de João Victor. Assim, o primeiro tempo terminou em 0 a 0, o que parecia justo.
Em campo neutro e a torcida
O Palmeiras estava perdendo uma ótima oportunidade de se impor em um campo onde a maioria dos torcedores era palmeirense! E com Felipe Maestro como técnico interino, a esperança era que o time mostrasse serviço. Mas o Abel Ferreira, olhando do banco, não estava nada satisfeito.
O segundo tempo
Já no segundo tempo, o Vasco entrou decidida a mostrar que não tinha medo do vice-líder. Mas isso poderia ser bem arriscado. Logo aos 4 minutos, Léo Jardim fez uma defesa incrível em um chute de Emi Martínez.
Cinco minutos depois, João Victor teve a chance de cabecear, mas passou batido. A falta de Vegetti estava fazendo falta! O Vasco ainda trocou Facundo Torres e Felipe Anderson por Paulinho e Allan.
Então, aos 15 minutos, quando o Vasco saiu jogando errado com Hugo Moura, Estêvão aproveitou, sob pressão de Ricard Rios, e entregou a bola para Vitor Roque fazer o primeiro gol dele com a camisa palmeirense. 1 a 0 para o Palmeiras!
E parece que a torcida do Palmeiras estava demolindo o coração do Pedrinho, porque a gritaria só aumentava. O jogo virou um passeio para os palmeirenses, e Flaco López entrou, sendo aplaudido como um verdadeiro herói.
A partir do 30° minuto, o Vasco começou a dar alguns sinais de vida, mas ao mesmo tempo abria espaço para o Palmeiras brilhar.
Aos 35 minutos, Estêvão e Rios saíram para a entrada de Lucas Evangelista e Aníbal Moreno. E o que aconteceu? Aos 37, Flaco teve uma chance de ouro, mas chutou para fora, mesmo com mais de 30 mil torcedores assistindo.
É bem verdade que o Palmeiras poderia ter sofrido consequências pelas chances não aproveitadas, mas não foi hoje. O time saiu de campo na liderança e com a esperança de dar um "seco" no Flamengo na partida contra o Cruzeiro.
Fonte: uol.com.br