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Corinthians: Comissão da Vai de Bet ligada ao PCC

Os bastidores do futebol estão sempre cheios de mistérios, mas o que apareceu agora no relatório da Polícia Civil sobre as irregularidades no patrocínio da Vai de Bet ao Corinthians é de dar arrepios. A conversa aqui é que parte do dinheiro da comissão paga pela casa de apostas a um intermediário foi parar em contas associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O Que Rola nessa História?

Olha só: cerca de R$ 1,4 milhão, correspondente a comissões que foram para o intermediário Alex Cassundé, circulou em contas ligadas a atividades criminosas. Essa informação bombou primeiro no SBT e foi depois confirmada pelo UOL.

Em março do ano passado, a empresa de Cassundé, chamada Rede Social Media, fez transferências de valores como R$ 580 mil e R$ 462 mil para a tal Neoway Soluções Integradas, que, segundo fontes, é uma empresa fantasma registrada em nome de um “laranja”. Esse detalhe foi levantado pela coluna do Juca Kfouri.

E o que mais foi descoberto?

Logo depois, a Neoway deu a partida e mandou R$ 1 milhão para a Wave Intermediações Tecnológicas. Essa movimentação foi vista como a primeira tentativa de "limpar" o rastro do dinheiro. E como se não bastasse, a Wave fez três transações diretas para a UJ Football Talent Intermediação, que somaram R$ 874.150. E não é só isso: essa empresa tem o CNPJ que representa vários jogadores renomados, incluindo o famoso Éder Militão, do Real Madrid.

A UJ Football foi mencionada pela Polícia como a destinatária dos valores que sumiram do Corinthians e pertence ao empresário Ulisses de Souza Jorge. Esse mesmo empresário foi citado como uma das figuras que ajudaram a lavar dinheiro do crime organizado em uma delação do MPSP no ano passado.

Complexidade da Situação

Parece que a galera que causou esse desvio de dinheiro usou táticas tradicionais de lavagem para esconder a origem ilícita do capital:

  • Introdução de dinheiro no sistema financeiro.
  • Fracionamento de recursos em várias operações.

Dessa forma, fica mais complicado para as autoridades reconstruírem o caminho do dinheiro.

O Que Diz o Corinthians?

Quando procurados, os representantes do Corinthians disseram que não vão se manifestar, já que o caso está sob segredo de Justiça. Segundo a nota enviada ao UOL:

"O Corinthians não tem responsabilidade por qualquer direcionamento de dinheiro que não esteja na conta bancária do clube."

A UJ Football, por outro lado, ainda não deu sinal de vida, mas se responder, atualizaremos a informação!

Complicações e Mais Conexões

Agora, prestem atenção: o empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, que foi assassinado em novembro no Aeroporto de Guarulhos, havia delatado a relação de alguns agentes de futebol com o PCC. A delação dele revelou que Danilo Lima de Oliveira, sócio da Lions Soccer Sports, esteve envolvido em um sequestro a mando do crime organizado. Curiosamente, Lima também foi um dos representantes do jogador Emerson Royal na sua transferência para o Barcelona em 2021, usando a UJ Football como intermediária.

E não para por aí! O Gritzbach igualmente mencionou a participação de Rafael Maeda Pires, conhecido como “Japa”, que estava conectado ao PCC e trabalhava com a FFP Agency Ltda, que representa atletas de destaque na Série A e na seleção. Japa foi encontrado morto em maio deste ano.

Conclusão: de acordo com o MP, clubes e atletas não estão envolvidos com o PCC, mas os agentes que transitam nesse meio, sim!

Fiquem ligados nas notícias, porque esse caso promete desdobramentos que podem chacoalhar ainda mais o mundo do futebol!

Fonte: uol.com.br

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