Árbitro Acusado de Machismo Não Registra Caso em Súmula
O Que Aconteceu?
Recentemente, o árbitro Juliano José Alves Rodrigues se viu no centro de uma polêmica, acusado de machismo por jogadoras do Red Bull Bragantino e São Paulo. O detalhe é que, durante a partida válida pelo Paulistão Feminino, ele não mencionou o incidente na súmula. Estranho, não é?
O Que Rolou Durante o Jogo?
Pelo que foi relatado, tudo começou quando a jogadora Stella Terra fez um gesto que sinalizava um caso de preconceito. Assim, aos 20 minutos do segundo tempo, ela cruzou os braços acima da cabeça, conforme o protocolo da Federação Paulista. Mas, mesmo com o sinal, o Juliano afirmou que "nada houve de anormal" na partida. É como se ele tivesse ignorado completamente a situação.
O Que As Jogadoras Disseram?
Após o término do jogo, Stella e sua colega Aline Milene deram um depoimento sério. Stella revelou que o árbitro teria dito: “na hora certa, vou te pegar”. E ela ainda comentou:
“Esse episódio foi um dos que aconteceram. Todo mundo ouviu falas preconceituosas e machistas. Fiz o sinal, mas nada aconteceu. É uma situação muito triste. Medidas têm que ser tomadas.”
Aline também se manifestou, relatando que o árbitro insinuou que daria falta quando quisesse. Ela pediu que o jogo parasse assim que Stella fez o gesto.
Reações das Equipes
Tanto o Bragantino quanto o São Paulo se pronunciaram em seus perfis oficiais nas redes sociais.
Bragantino: “Nosso clube sempre prezou pelo respeito e dignidade para que as mulheres tenham o direito de exercer seu trabalho com profissionalismo, seja dentro ou fora de campo. Repudiamos toda e qualquer atitude discriminatória e esperamos, com atenção, a apuração dos fatos pela Federação Paulista de Futebol.”
São Paulo: Se manifestou em apoio a Stella e Aline, ressaltando que não tolera esse tipo de comportamento e que confia que “a justiça será feita”.
Resposta da Federação Paulista
A Federação Paulista de Futebol parece levar o assunto a sério. Em nota, eles afirmaram que receberam as denúncias com atenção e que não toleram atitudes preconceituosas e discriminatórias.
Aqui vai um trecho da nota oficial:
“A FPF não tolera, sob nenhuma circunstância, atitudes preconceituosas, discriminatórias ou desrespeitosas dentro ou fora de campo. Toda manifestação contrária aos valores de igualdade, respeito e integridade será apurada com rigor.”
Eles também destacaram que o futebol deve ser um espaço seguro e respeitoso para todos os envolvidos.
É importante lembrarmos que o futebol feminino merece respeito e dignidade, assim como qualquer outra modalidade. Que ações efetivas sejam tomadas para que episódios como esse não se repitam!
Fonte: uol.com.br