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Jogadoras de Bragantino e São Paulo Denunciam Machismo em Jogo do Paulistão Feminino

Na última quinta-feira, rolou um jogão entre Bragantino e São Paulo pelo Paulistão feminino, e o que era pra ser um destaque para o futebol feminino virou polêmica! Jogadoras das duas equipes acusaram o árbitro, Juliano José Alves Rodrigues, de ter feito comentários machistas durante a partida, que terminou com uma vitória de 3 a 0 para o São Paulo.

Aquece o Debate: O que Aconteceu?

Stella Terra, que brilhou no Bragantino, decidiu falar sobre o episódio após o apito final. Em entrevista à TNT Sports, ela estava acompanhada de Aline Milene, do São Paulo, que corroborou as queixas.

Stella explicou:

“O meu episódio foi apenas um dos que ocorreram. Ele virou para mim e disse 'Na hora certa, vou te pegar'. Trouxe a Aline aqui porque elas viram e ouviram. Todo mundo ouviu falas preconceituosas, machistas."

A jogadora também mencionou que tentava seguir o protocolo da Federação, que orienta fazer um sinal (cruzando os braços acima da cabeça) em caso de discriminação. Isso aconteceu durante a partida, aos 20 minutos do segundo tempo.

Ela lamentou:

“Fiz o sinal. Mas nada aconteceu. É uma situação muito triste. Medidas têm que ser tomadas.”

A Voz de Aline Milene

Aline, do São Paulo, estava ao lado de Stella e compartilhou sua indignação.

"Isso não pode acontecer no futebol feminino. Quando os homens vêm apitar, acham que podem falar com a gente como bem entendem. Tem que ter respeito. Sofri a mesma coisa ali. Ele falou que iria dar falta quando quiser. Quando a Stella fez o gesto, falei para parar o jogo."

Reação das Instituições e Clubes

Após o ocorrido, tanto Bragantino quanto São Paulo usaram suas redes sociais para se manifestar. O Massa Bruta, em seu perfil no X, declarou que apoia as jogadoras e condena qualquer tipo de discriminação. A postagem destacou:

"Nosso clube sempre prezou pelo respeito e dignidade para que as mulheres tenham o direito de exercer seu trabalho com profissionalismo, seja dentro ou fora de campo. Repudiamos toda e qualquer atitude discriminatória e esperamos, com atenção, a apuração dos fatos pela Federação Paulista de Futebol."

O São Paulo também se mostrou solidário, afirmando em seu Instagram que não tolera tais comportamentos e confia que a "justiça será feita".

A Federação Paulista de Futebol, por sua vez, respondeu com seriedade à denúncia. Confirmou que está tomando as queixas das atletas com atenção e enfatizou que não tolera atitudes discriminatórias. Veja o que eles disseram em sua nota:

"A FPF não tolera, sob nenhuma circunstância, atitudes preconceituosas, discriminatórias ou desrespeitosas dentro ou fora de campo. Toda manifestação contrária aos valores de igualdade, respeito e integridade será apurada com rigor."

Conclusão

Essa situação nos faz refletir sobre a necessidade de um espaço seguro e respeitoso no futebol, especialmente para as mulheres. As ligações feitas entre o respeito e a prática do esporte são essenciais, e é tarefa de todos nós garantir que atitudes de machismo não tenham lugar no campo nem nas arquibancadas. Vamos juntos apoiar essa luta!

Fonte: uol.com.br

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