Quem foi Filpo Núñez, o último técnico gringo da seleção antes do Ancelotti?
Quando se fala em treinadores estrangeiros na seleção brasileira, o assunto sempre provoca um certo burburinho. E, para aquecer ainda mais essa conversa, o italiano Carlo Ancelotti, da cidade de Reggiolo, entrou na história como o primeiro técnico de fora a liderar a nossa seleção mais vitoriosa em nada menos que 60 anos. Mas você sabia que o último gringo a ocupar essa posição foi o argentino Filpo Núñez, e tudo aconteceu em um contexto bem peculiar?
A Partida Mística de Filpo Núñez
Filpo Núñez, que era argentino mas que viveu por aqui boa parte da sua vida, teve a missão de comandar a seleção brasileira apenas uma vez. E essa única partida foi na vitória de 3 a 0 sobre o Uruguai, em setembro de 1965. Mas calma! O que torna isso tão especial? Na verdade, quem estava em campo vestindo a famosa camisa canarinho era o Palmeiras, time do qual Núñez era técnico na época.
Naquela ocasião, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos), a antiga CBF, decidiu que o elenco do Palmeiras seria o representante no amistoso que marcaria a inauguração do Mineirão. E, como não poderia ser diferente, chamaram Núñez para dar os comandos.
Um Pouquinho Mais sobre Filpo Núñez
Se engana quem pensa que ele passou por aqui só de passagem! Filpo Núñez chegou ao Brasil em 1955, e de lá pra cá, ele não só treinou o São Bento, como também desfilou por quase 40 clubes diferentes no Brasil. Sem contar que ele ainda teve experiências em Portugal, Espanha, México e sua terra natal, a Argentina. E tem mais: mesmo tendo um Palmeiras que desafiava o Santos do Pelé, ele também passou pelo Corinthians e pela Portuguesa, que na época também estava fazendo bonito no futebol paulista.
Legal, né? Mas, curiosamente, apesar de ter um currículo recheado, ele não conquistou tantos títulos assim. O maior troféu que ele ganhou no Brasil foi o Rio-São Paulo de 1965 com o Palmeiras!
Os Outros Estrangeiros Antes de Filpo
Antes do Filpo Núñez, outros dois estrangeiros já tinham pisado no banco da seleção brasileira. O pioneiro foi Ramón Platero, um uruguaio que assumiu a equipe durante o Sul-Americano de 1925. E o mais interessante é que o treinador oficial da seleção preferiu ficar na dele, no papel de diretor técnico, enquanto Platero cuidava do time em quatro partidas.
Depois veio o português Jorge Gomes de Lima, conhecido como Joreca. Ele fez uma parceria com Flávio Costa em 1944, mas, apesar de conquistarem duas vitórias contra o Uruguai, esse casamento não durou muito. Joreca voltou a se concentrar a administração do São Paulo, enquanto Flávio continuava a levar a seleção até o vice-campeonato na Copa de 1950.
O Que Esperar de Ancelotti?
Com a chegada de Ancelotti ao comando da seleção, há expectativas para que ele mantenha o Brasil como o único país a estar presente em todas as Copas do Mundo. Atualmente, a seleção está em uma situação delicada, ocupando a quarta colocação das eliminatórias da Conmebol.
Para garantir a classificação, o time vai precisar mostrar garra contra o Equador (5 de junho, em Guaiaquil) e o Paraguai (10 de junho, na Neo Química Arena, que é a casa do Corinthians). Mas não basta vencer; os resultados de outras seleções também vão precisar sorrir para nós!
Até agora, a única seleção sul-americana já confirmada na Copa é a Argentina, que, além de ser a atual campeã mundial, é também a líder das eliminatórias. E para apimentar ainda mais a corrida, Irã, Japão, Nova Zelândia e os três países-sedes também já estão no Mundial!
E aí, gostou de saber mais sobre Filpo Núñez e as repercussões na seleção? Vamos ficar de olho nesse futuro promissor com Ancelotti no timão!
Fonte: uol.com.br