Próximos Passos da Defesa de Augusto: O Que Acontece Agora?
Ricardo Cury, que é o advogado de Augusto Melo, compartilhou os próximos passos da defesa após o presidente do Corinthians ser afastado com um processo de impeachment que começou hoje. O bate-papo rolou logo depois da votação realizada no Parque São Jorge.
Augusto Não Estava Presente
Augusto não participou da votação. Segundo Cury, ele estava “profundamente abalado” por tudo o que rolou nos últimos dias, incluindo o indiciamento e o clima pesado da reunião.
Como Foi a Reunião
Nos bastidores da votação, o advogado comentou que a relação com o presidente do Conselho, Romeu Tuma Júnior, foi bem tranquila: "Foi uma reunião sem maiores intempéries". No começo, algumas questões de ordem foram levantadas, as quais, segundo a defesa, são fundamentais para a estratégia do procedimento. Essas questões já tinham sido mencionadas em uma reunião anterior, mas novas também surgiram e, na visão da defesa, podem causar uma série de nulidades no processo.
Reforço na Defesa
Para fortalecer ainda mais a defesa, Cury trouxe boas novidades: o escritório do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se juntou à equipe. “Estamos mantendo um diálogo constante com o ex-ministro. A estratégia daqui pra frente será desenhada em conjunto”, afirmou. Além disso, a defesa apresentou dados e informações que, segundo eles, mostram que Augusto não tinha nenhuma ação ou omissão que justificasse o impeachment. Durante a defesa oral, detalharam a fragilidade do indiciamento diante do inquérito policial.
Próximos Passos: O Que Vem por Aí?
“Agora, com calma, vamos sentar as equipes dos dois escritórios e definir o que vamos aproveitar e o que não faz sentido usar. Também precisamos conversar com o Augusto. Estamos confiantes de que, com o tempo, a Justiça vai ver as abusivez e ilegalidades desse processo, além da fraqueza do indiciamento”, explicou Cury.
Vai Rolarem Renúncia?
E quanto à possibilidade de renúncia, a resposta é clara: “Ele nunca desejou renunciar e não vai fazer isso porque é inocente. Renunciar seria como reconhecer culpa, e isso é algo que queremos evitar”, deixou claro o advogado. Segundo ele, esse é um momento bem delicado e importante na história do Corinthians. “Nossa orientação é que ele fique firme e não renuncie.”
Fonte: uol.com.br