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Casão se Emociona ao Falar sobre Xenofobia no Morumbi: 'Não é Simples'

Um Desabafo Impactante

No programa UOL News Esporte desta quarta-feira (28), o colunista Walter Casagrande, mais conhecido como Casão, abriu seu coração e se emocionou ao abordar um tema muito sério: a acusação de xenofobia envolvendo um jogador venezuelano do Talleres, contra o paraguaio Bobadilla, que defende o São Paulo. A polêmica surgiu após a vitória do Tricolor sobre o time argentino no Morumbi.

Segundo o lateral Miguel Navarro, Bobadilla teria agido de forma bastante agressiva, chamando-o de "venezuelano morto de fome". A situação foi tão intensa que o jogador do Talleres se emocionou em campo e também prestou queixa à polícia.

Casão ficou bastante consternado com essa situação. Ele mencionou: “Essas questões são muito graves. Fui um jogador de futebol que nunca fiz isso — nunca tentei mexer com o emocional do adversário usando a família, a classe social, o país. Nada.”

Momentos que Marcaram

Ele compartilhou duas experiências pessoais que o tocaram profundamente. Uma delas foi uma ofensa xenofóbica que sofreu enquanto jogava na Itália. Ele comentou sobre a relação amigável que sempre teve com os adversários, até que, em um jogo aqui no Brasil, aconteceu algo que o deixou em estado de choque.

  • “Eu tinha 19 anos e estava jogando no Campeonato Brasileiro. Na época, saiu uma reportagem na capa da Placar sobre mim e minha ex-mulher. Após uma falta para o Corinthians, um jogador fez um comentário pesadíssimo sobre isso. Não sei se era só falta de educação ou se isso faz parte do jogo, mas para mim, nunca fez.”

A segunda situação ocorreu na Itália, durante um confronto contra a Udinese. Casão relembrou que um adversário, em um momento de falta, proferiu uma frase cruel: “Volta pras favelas lá do Brasil.” Ele afirmou que ficou igualmente tomado pela raiva.

A Escalada das Ofensas

Casagrande expressou sua indignação com o aumento das agressões verbais dentro de campo.

  • “Dentro do campo, já ouvi muita conversa, muita tentativa de mexer com o adversário, mas ultimamente essas falas estão se tornando cada vez mais pesadas. Eu não gosto e me sinto mal. Isso mexe com o emocional.”

Ele ressaltou que ofender alguém não faz parte do jogo. Para ele, falar mal de alguém que vem de um país com tantos problemas — como fome, guerra e falta de liberdade — é desumano.

  • “Isso não é fácil de se conviver. O jogador tem família lá, amigos, e ver essa dor é algo que não se deve usar como arma.” Ele concluiu, bastante sensibilizado, “Isso me choca.”

Este tipo de diálogo traz à tona a importância de respeitar o próximo, independentemente das circunstâncias. O futebol é um espaço de competição, mas o respeito deve sempre prevalecer.

Fonte: uol.com.br

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