Conmebol Investiga Caso de Xenofobia Envolvendo Bobadilla do SPFC
O que rolou?
A Conmebol decidiu abrir um processo disciplinar contra o volante Bobadilla, do São Paulo, após uma acusação séria de xenofobia feita por Miguel Navarro, do Talleres, durante um jogo da Copa Libertadores. As coisas esquentaram e, depois da partida, Navarro afirmou que Bobadilla o chamou de "venezuelano morto de fome".
O que diz a regra?
Isso tudo se encaixa no Artigo 15 do Código Disciplinar da Conmebol, que é bem rígido com esse tipo de situação. Se comprovado, Bobadilla pode pegar uma suspensão pesada: pelo menos dez jogos ou um tempo mínimo de quatro meses fora de campo. E não para por aí; se ele reincidir, pode até ser proibido de atuar no futebol por cinco anos!
A versão de Bobadilla
Bobadilla se pronunciou sobre o ocorrido, explicando que o clima estava tenso durante a partida e que ele acabou se deixando levar pelas emoções. Ele afirmou que "nunca teve a intenção de discriminar ninguém" e pediu desculpas publicamente, reafirmando que se tiver a chance, vai se desculpar pessoalmente com Navarro.
A postura do São Paulo
Segundo informações do UOL, o São Paulo optou por não comentar o assunto até que tudo fosse esclarecido. A polícia, que esteve no vestiário buscando Bobadilla após o jogo, não conseguiu encontrá-lo, já que ele havia deixado o local.
Hoje, o clube se manifestou, dizendo que está acompanhando de perto a situação e que Bobadilla receberá orientações educativas a partir da área de compliance do clube.
E agora, o que acontece?
Navarro, visivelmente abalado, chegou a chorar em campo e queria deixar a partida antes do final, mas não tinha mais substituições disponíveis. Após o jogo, ele registrou um Boletim de Ocorrência contra Bobadilla na polícia e no Jecrim (Juizado Especial Criminal).
A polícia já chamou Bobadilla para prestar depoimento, e os investigadores também ouviram dois jogadores do Talleres como testemunhas, além do árbitro da partida, Piero Maza Gomez.
Curiosidades
- Nahuel Ferraresi, um amigo próximo de Bobadilla no São Paulo, é venezuelano e, segundo relatos, ficou do lado de Navarro no momento do incidente.
- O árbitro teve a cautela de orientar Bobadilla a ir para o vestiário logo após o apito final para evitar mais confusões.
Vamos acompanhar como essa situação se desenrola, mas que fique claro: práticas xenofóbicas não têm espaço no futebol!
Fonte: uol.com.br