Noite Escura para o Corinthians: Uma Tempestade Política
O Corinthians teve uma noite bem apagada no campo e saiu com um empate sem gols contra o Vitória. Mas, adivinha? O verdadeiro espetáculo da noite não foi o jogo em si, mas todo o caos político que o clube vem enfrentando ultimamente.
Pronunciamento Antes do Jogo
Antes da coletiva de imprensa do técnico Dorival Jr., o diretor executivo, Fabinho Soldado, se manifestou. O objetivo dele era claro: defender o treinador para que ele não entrasse em questões políticas.
Normalmente, Soldado dá as caras na zona mista para comentar sobre o jogo, mas a situação estava tão complicada que ele preferiu essa abordagem. Afinal, com toda a confusão, ficar respondendo a perguntas seria um verdadeiro desastre. E, mesmo após seu discurso, os repórteres não puderam fazer perguntas.
Jogadores Também em Cheque
Na zona mista, o lateral Matheuzinho e o meia Garro tiveram que encarar as perguntas sobre o clima político no clube. Eles foram inquiridos várias vezes sobre como isso afetava o time.
Matheuzinho, por exemplo, soltou:
"Ficamos sabendo pela internet. Não está no nosso alcance, só o futebol. Tentamos nos blindar ao máximo para ter o melhor ambiente no CT. Se o futebol estiver bem, o clube consegue caminhar, mesmo que devagar. Confiamos na palavra do Soldado. Ele fala que vai trazer paz para nosso elenco."
Garro também fez questão de deixar claro:
"Todos que torcem pelo Corinthians, em algum momento, são afetados. Saber que as coisas lá em cima não estão funcionando atrapalha, mas temos que nos blindar e trabalhar para dar alegria ao torcedor."
A Confusão Política no Clube
Esses últimos dias têm sido uma verdadeira montanha-russa para o Corinthians, especialmente desde que Augusto Melo foi afastado do cargo após um impeachment decidido pelo Conselho Deliberativo, presidido por Romeu Tuma Júnior. Essa reviravolta rolou no dia 26 de outubro.
Desde então, o vice Osmar Stabile assumiu a presidência de forma interina, e a situação ficou tão tensa que ele quase teve que deixar o cargo no último fim de semana. Na tentativa de voltar ao poder, Augusto e seus comparsas apareceram no Parque São Jorge dispostos a tirar Stabile da cadeira.
O motivo? Um requerimento do Conselho de Ética que pedia o afastamento de Tuma, mas que, diga-se de passagem, não tem poder por si só para tomar essa decisão. Ele precisaria da aprovação dos demais conselheiros.
Maria Angela de Souza Ocampos, que é a secretária do Conselho de Ética, se declarou como a nova presidente do CD, já que o vice de Tuma estava de licença médica. Ela afirmou que todas as decisões de Tuma, incluindo a votação do impeachment, estavam nulas desde 9 de abril. Dessa forma, Augusto teria que voltar ao cargo.
No entanto, Stabile não estava a fim de abrir mão da presidência em meio a tanta confusão. A polícia teve que ser chamada, e mais de 50 pessoas foram removidas do local após a invasão de torcedores. Fora do clube, Augusto prometeu registrar um boletim de ocorrência por ameaças.
E assim, Stabile permanece como presidente interino, respaldado por Leonardo Pantaleão, superintendente jurídico do Corinthians, que repudiou as ações de Augusto ao "Meu Timão".
Nota de Repúdio
Stabile também soltou uma nota de repúdio contra qualquer ato de violência que vá contra a lei e a democracia:
"O Corinthians tem uma história marcada pela luta por justiça, igualdade e respeito à democracia. Não compactuamos com atitudes que violem os direitos fundamentais."
Ele finaliza dizendo que, independentemente do tumulto, não houve nenhuma mudança na diretoria e que todas as questões só serão tratadas de acordo com o Estatuto do clube.
O futuro ainda é incerto, mas uma coisa é certa: o verdadeiro torcedor corinthiano é quem mais sofre com toda essa confusão. Vamos torcer para que a paz e o diálogo voltem a reinar no Timão!
Fonte: uol.com.br