O plano bilionário de Textor para expandir seu império do futebol em NY
A grande jogada da Eagle Football Holdings
A Eagle Football Holdings, que está por trás do Botafogo e detém participações importantes em clubes como o Olympique Lyonnais (França) e o Crystal Palace (Inglaterra), acaba de dar o primeiro passo rumo à sua abertura de capital na Bolsa de Nova York.
O que está acontecendo?
De acordo com uma notícia da Bloomberg, a holding do John Textor acabou de protocolar um pedido de IPO (Oferta Inicial de Ações) de forma confidencial junto à SEC (o equivalente à CVM americana). Esse movimento sinaliza uma nova fase para a empresa, que é uma das maiores operadoras de múltiplos clubes no cenário do futebol global.
Planos para captar recursos
A ideia é levantar cerca de US$ 500 milhões (o que equivale a R$ 2,77 bilhões) na oferta inicial. A grana será utilizada para:
- Abater dívidas
- Vender ativos, incluindo a participação de mais de 40% no Crystal Palace, que recentemente venceu a FA Cup inglesa. Mas atenção! O clube agora enfrenta o risco de não poder disputar a Liga Europa devido às regras da UEFA que proíbem donos em comum em competições europeias.
O cenário atual
A Eagle já contratou o UBS para ajudar nesse IPO. E vejam só, esse lançamento acontece em um contexto de conflito regulatório com a UEFA, que proíbe que dois clubes com o mesmo controlador joguem competições europeias simultaneamente. Isso certamente afeta diretamente o Lyon e o Crystal Palace, os dois clubes que estão na próxima edição da Liga Europa.
O Botafogo na jogada
Por falar em Botafogo, o time, que é o atual campeão brasileiro e da Libertadores, continua sendo o principal ativo da holding na América do Sul. O bom é que não há indícios de que o clube brasileiro será diretamente prejudicado pela abertura de capital.
Vale lembrar que a tendência de abrir o capital costuma trazer uma pressão extra por resultados e rentabilidade nos clubes, ou seja, fica a expectativa de como tudo isso vai impactar o futebol.
Números em jogo
Para completar, em março, o Grupo Eagle já tinha divulgado os resultados financeiros do primeiro semestre da temporada 2024/25, revelando um prejuízo líquido de 117 milhões de euros (R$ 749 milhões na cotação atual). Um desafio e tanto para a gestão, não é mesmo?
Ao que tudo indica, estamos apenas no começo de uma nova era na gestão do futebol. Vamos acompanhar de perto esses desdobramentos!
Fonte: economia.uol.com.br