Em Nome de Didi, Nilton Santos e Mané Garrincha
Quando falamos em Botafogo, é impossível não lembrar de grandes ídolos como Amarildo, Gérson, Jairzinho, Roberto e Zagallo. É uma história rica que se entrelaça com as conquistas da Libertadores e a célebre Estrela Solitária que brilha no peito e no coração dos torcedores.
Indignação no Jogo
Fiquei realmente irritado ao ouvir algumas análises de jornalistas que especulavam sobre o quanto o Botafogo poderia perder para o PSG, especialmente depois da vitória do Atlético de Madrid sobre o Seattle Sounders por 3 a 1. Ok, até para um pouco de “viralatismo” existem limites!
E a primeira parte da partida no Rose Bowl? Com apenas 1 a 0 no placar, marcado por Igor Jesus, a situação parecia promissora. O gol veio aos 36 minutos, após uma assistência de Savarino que teve um desvio crucial do equatoriano Pacho, que estava se recuperando de uma caneta aplicada momentos antes. Donnarumma, coitado, só assistiu à cena, paralisado.
A Partida em Si
Os franceses dominaram a posse de bola, é verdade, mas a defesa brasileira estava firme. Enquanto isso, o Botafogo estava mais perto de ampliar a vantagem do que de sofrer o empate. Em outros tempos, essa era a disputa que definia o campeão intercontinental, e, adivinha só? O Botafogo estava na frente!
E vamos ser sinceros, não me venham com a história de que os europeus não ligam para o Mundial. Para quem estava prestando atenção, as reações de Luis Enrique na lateral do campo diziam tudo! O PSG sentia a pressão, mesmo sem alguns de seus titulares.
Mudanças e Estratégia
Na metade do segundo tempo, Barcola, João Neves, Ruiz e Bruno Mendes entraram no campo aos 55 minutos. E foi ali que o Glorioso mostrou que queria mais. Com 5 a 0 sobre a Inter, 4 a 0 no Atlético e apenas 0 a 1 com o Botafogo, a situação estava tensa.
Até mesmo Kvaratskhelia e Doué deram trabalho para a defesa alvinegra, mas eles estavam firmes. Com os gols, Alex Telles e Savarino deixaram o campo para dar espaço a Rodriguez e Cuiabano aos 68 minutos, revitalizando a equipe.
O Botafogo fez sua parte e, aos 80 minutos, Doué, que estava em um dia ruim, foi substituído. Está claro que desde 2012 nenhum time brasileiro havia conseguido vencer uma equipe europeia no Mundial de Clubes!
A Vitória Histórica
Nos momentos finais, Allan saiu de campo nos 86 minutos, e Newton entrou para aumentar a altura da defesa. Agora, alguém pode dizer que Renato Paiva deu um show em Luis Enrique? Na verdade, ele apenas montou e motivou um time, praticamente sem erros na defesa!
Essa vitória foi, sem dúvida, histórica. Não significa que o Botafogo será automaticamente campeão, mas deixou claro que, mesmo que haja uma revanche com Dembélé e tudo mais, a vitória é, sim, possível. E não se esqueçam, a festa dos jogadores não é por causa do “viralatismo”, mas sim um grito de libertação de quem foi visto como gado indo para o matadouro, mas se comportou como uma verdadeira alcateia.
Fonte: uol.com.br