← Todas as notícias

Inzaghi já fez milagre no Al Hilal: quem disse que o Flu é favorito?

Simone Inzaghi chegou ao Al Hilal faz menos de um mês e já tá dando o que falar. Depois de levar uma surra do PSG na final da Champions League e perceber que a situação na Inter não tava boa, ele decidiu encarar um novo desafio na Arábia Saudita, e adivinha? Está ganhando uma grana das boas! Poderia chegar lá e só relaxar até a próxima temporada, mas, pelo visto, a palavra dele é trabalho. Em um piscar de olhos, Inzaghi deu uma repaginada no Hilal e conseguiu o impensável: eliminou o Manchester City no Mundial de Clubes!

O Al Hilal e a grana saudita

Desde que a grana no futebol saudita começou a jorrar, há dois anos, o Al Hilal armou um time poderoso com planos a longo prazo. O único “mico” foi a chegada do Neymar, mas, tirando isso, a galera jogou muito! Sob o comando de Jorge Jesus, o Hilal fez história com 34 vitórias seguidas, conquistou tudo que podia na temporada 23/24, mas, hein, decepcionou feio ao perder a Champions Asiática para o Al Ain, time treinado pelo Crespo. Já na temporada 24/25, a coisa desmoronou - tudo foi por água abaixo, e foi aí que Jesus caiu fora. E, olha, a ausência do Mitrovic, artilheiro da equipe, teve um peso enorme, além da concorrência estar mais afiada.

Nesses dois anos, o que ficou marcado no Hilal foi um jogo super ofensivo e um esquema tático bem claro: o famoso 4-2-3-1. Os laterais eram rápidos pelos lados, o Ruben Neves e o Milinkovic-Savic armavam lá de trás, e o ataque contava com o Malcom pela direita, o capitão Salem Al-Dawsari pela esquerda e o Mitrovic na frente.

Mudanças de Inzaghi: a nova cara do Hilal

Na partida contra o City, Inzaghi não contou com duas estrelas: Mitrovic e Salem. E ele não pensou duas vezes: mandou um 5-3-2 pra campo, algo que o Jesus jamais faria. Neves e Renan Lodi formaram uma linha de zaga com Koulibaly, enquanto Milinkovic-Savic segurou o meio junto de dois volantes, Kanno e Nasser Al-Dawsari. O time teve uma cara nova, mas mostrou que estava bem treinado e afiado defensivamente diante do poderoso Manchester City.

E, convenhamos, a coletiva depois do jogo foi um show à parte! Inzaghi não chegou lá se achando o máximo; muito pelo contrário! Ele sempre sorridente, elogiou os jogadores em todas as respostas. Distribuiu os créditos da vitória pra galera, sem falar muito sobre tática ou estratégia. O foco dele foi na dedicação, garra e qualidade do time. E até elogiou quem não brilhou tanto contra o City. Show de humildade!

Fluminense: cuidado com o Al Hilal!

E quem pensa que o Fluminense tá com a vitória garantida contra o Al Hilal tá bem enganado! É verdade que a torcida do Flu ficou festejando a eliminação do City, mas a torcida do Hilal, pelo que vi lá em Orlando, foi pura euforia. O bicho pegou e a galera acredita que pode conquistar o mundo!

É bom lembrar que o Al Hilal é um gigante no futebol asiático, o maior campeão da Ásia e da Arábia Saudita, lota estádios e até tem torcida nos EUA, embora menos numerosa que a dos brasileiros.

Atualmente, o Hilal tá com uma confiança quase inabalável. Sabe jogar ofensivamente e demonstrou que tem qualidade defensiva também. Além disso, tem um treinador que já tá no controle da situação e coloca o time pra jogar direitinho. No combate direto, podem ter mais atributos que o Flu, levando em conta tudo que foi investido.

O Fluminense e a humildade

Renato Portaluppi sabe das coisas; tem experiência e, assim como Inzaghi, também tá no comando de um bom elenco, disposto a dar tudo em campo. O único vacilo que o Fluminense pode cometer é achar que tem toda a responsabilidade de vencer por ser o “representante” do futebol brasileiro contra o saudita. Se permanecer com os pés no chão, pode muito bem sacar alguma coisa especial nesse jogo, lembrando do que fez contra a Inter de Milão. Então, fica a dica: humildade é tudo!

Fonte: uol.com.br

Comentários