O que Infantino e seu Mundial de Clubes fizeram com a gente?
Uma pausa inesperada
Hoje marca o maior intervalo sem jogos do Mundial de Clubes até agora. Desde sua estreia em 14 de junho, estamos prestes a encarar dois dias sem adrenalina nas partidas, e essa vibe vazia é difícil de ignorar.
E aí, como fica nosso dia sem aquele esquema de horários em que nos baseamos? Nada às 13h? Nem às 16h? E às 22h? Nada mesmo? Como é que a gente organiza a rotina agora? Imagine só: "Desculpa, não posso me encontrar nesse horário, vou estar assistindo Inter Miami x Porto." Ou então: "Aniversário? Poxa, que pena, mas Flamengo e Palmeiras jogam nesse dia, então muitas felicidades, mas não vou conseguir ir." E a famosa frase: "Filho, hora de voltar pra casa, porque já já começa Fluminense x Ulsan."
O que fizemos para merecer esse vazio?
E as consequências?
Além de bagunçar nossos horários, essa nova competição do Gianni Infantino trouxe outros efeitos inesperados. Quem diria que a gente poderia começar a torcer por um time saudita? Você não ficou emocionado com a festa do Al-Hilal depois que o Manchester City foi eliminado? Ou ficou chateado com o PSG, cheio de grana do Oriente Médio, ouvindo Luís Enrique comentar sobre o Botafogo? E aquela do Courtois, né? "Só uns tuíteiros acham que o futebol brasileiro é uma merda." Irado, não?
E aquela vibe com o Ibrahimovic? O cara defendendo o Messi e dizendo que ele joga com um bando que parece estar carregando sacos de cimento? Não rolou uma pontinha de torcedoria para o Urawa Red Diamonds ou o Mamelodi Sundowns, mas secretamente torcendo para um gigante eliminar um rival brasileiro? E o Renato Gaúcho esmagando o Lautaro Martínez? Ah, e lembrar da classificação improvável de um time que você sempre criticou, e você riu à toa?
Pior é perceber que estamos todos tão envolvidos em um projeto que é puramente mais uma jogada de poder da FIFA, que só quer acumular mais grana. E a crise imigratória no país-sede? Cadê o pensamento nisso?
Últimos pensamentos
É algo para se pensar, sem dúvidas. Mas não precisamos refletir sobre isso hoje ou amanhã. Vamos deixar isso para quando a poeira assentar e a depressão pós-Copa bater com tudo. Até lá, vamos contando os dias para os próximos jogos, que parecem demorar uma eternidade para chegar.
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Fonte: uol.com.br