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De Patinho Feio a Cisne: A Jornada do Fluminense e a Humildade de Renato Gaúcho

Quando a gente pensa em Renato Gaúcho, a primeira coisa que vem à mente não é exatamente "humildade". Na verdade, o próprio Renato nunca fez questão de esconder isso. Mas olha só, neste Mundial de Clubes da FIFA, a humildade aparece como o verdadeiro destaque na impressionante campanha do Fluminense. E isso vai muito além de palavras bonitas; a humildade tá presente nas escalações, na postura em campo e nos objetivos propostos. Quem diria que até o treinador entraria nessa dança?

Após a vitória emocionante por 2 a 1 sobre o Al Hilal em Orlando, Renato soltou a frase: "O patinho feio perde de longe para esses clubes financeiramente, mas dentro do campo é outra história, são 11 contra 11. Vai ganhar quem quer mais. Eles querem, mas a gente quer mais." Agora, na semifinal, o Flu vai encarar o Chelsea. E olha a ironia: o Chelsea que já tomou um golpe do Flamengo, mas levou a melhor contra o Palmeiras.

Renato foi o próprio que se referiu ao Fluminense como o "patinho feio" em comparação a outros times mais endinheirados no torneio. Essa percepção fez com que ele mudasse a abordagem, se adaptasse às limitações da equipe e deixasse de lado a ideia de “fazer bonito” para, em vez disso, focar em garantir os resultados, mesmo que de um jeito não muito convencional para ele.

Defesa Fortalecida

“O Fluminense é um grande time defensivo”, disse Koulibaly, e até a imprensa internacional reconheceu a solidez da defesa do Flu. Essa virada de chave na filosofia de jogo é algo mais associado a Mano Menezes, ex-técnico, enquanto Renato sempre deu prioridade ao ataque. Mas, olha que interessante: no Mundial, ele adotou um estilo mais defensivo, organizando o time para contra-atacar, como no jogo contra o Borussia Dortmund — que, mesmo sendo uma derrota, mostrou potencial.

O Fluminense se preparou bem, até segurou um 0 a 0 contra o Mamelodi Sundowns na partida decisiva para avançar. Renato formou uma linha de três zagueiros e, com essa estratégia, deu um banho de tática: afinal, a ideia era deixar o adversário ter a posse da bola e ser rápido na recuperação. O único jogo onde o Fluminense realmente pareceu o time que conhecemos do Brasileirão foi contra o Ulsan, onde eles dominaram, marcaram, mas apanharam dois gols e quase complicaram tudo. Nos outros quatro jogos, só levaram um gol, do Al Hilal.

“Fico feliz por ter achado um esquema bom contra a Inter, repeti porque temos pouco tempo para treinar. Deu certo e achei melhor continuar. Soubemos sofrer no final do jogo e controlamos parte dele. Mas um jogo contra um time forte é assim. Soubemos aproveitar as nossas chances,” declarou o treinador.

Um Patinho Feio que Cresceu

E quem diria? O time que chegou mais discretamente ao Mundial é o único que ainda está na disputa! Palmeiras, Flamengo e Botafogo já foram embora, enquanto o Fluminense brilha entre os quatro melhores times do planeta. O patinho feio deu lugar ao cisne!

Renato compartilhou um pouco sobre a vibe do grupo: “(Os jogadores) Me chamam de gênio, é uma família, a gente conversa bastante, brinca. Às vezes, precisamos aturar o presidente cantando, mas ele até que canta bem! O ambiente é maravilhoso.” A energia é tão boa que ele acredita que isso é fundamental: “Em todos os clubes que passei, não abro mão do ambiente. Todo mundo está se sentindo bem.”

O lateral Guga também elogiou Renato: “Ele tem muito feeling de dentro de campo. Não é dos mais técnicos, mas tem a palavra do jogador. Muita gente acha que é só resenha, mas ele entende muito do jogo.”

Desafios à Vista

Para a semifinal contra o Chelsea, Renato vai ter que usar sua criatividade mais uma vez. Com Freytes e Martinelli suspensos, pode ser um desafio manter a formação com três zagueiros e volantes inteligentes. Mas o treinador tá tranquilo: “Não me preocupa. Eu confio em todos do grupo. Meus jogadores estão preparados.” Ele sempre cobra intensidade nos treinos e garante que quem entrar no lugar dos suspensos vai dar conta do recado.

Antes do jogo contra a Inter, uma matéria da “Gazzetta dello Sport” relembrava Renato como o "playboy" que chegou à Roma mas não conseguiu brilhar tanto. Hoje, com cabelos grisalhos e o corpo tinindo, ele transmite a seriedade que antes parecia distante dele.

No Brasil, a imagem de Renato ainda é um pouco controversa; alguns o veem como aquele "falastrão". Mas, sinceramente? Renato ouve a comissão técnica, dialoga com o capitão Thiago Silva e, sempre com humildade, toma as decisões certas. A cada jogo, ele vai mostrando que está no caminho certo.

E, quem sabe, esse patinho feio tá mesmo se transformando em um verdadeiro cisne no futebol mundial!

Fonte: uol.com.br

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