Fifa Faz do Mundial um Fenômeno Global
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estava com uma expressão de incredulidade enquanto assistia ao Al Hilal marcar seu quarto gol contra o Manchester City. Esse momento foi um divisor de águas: pela primeira vez, um time asiático conseguiu vencer um europeu em competições da Fifa no Mundial de Clubes. O que aconteceu a seguir? Bom, o Al Hilal não conseguiu avançar mais longe, pois o Fluminense acabou com a festa nas quartas de final.
Uma Estratégia que Ganha Forma
Essa vitória não foi só sobre a eficiência esportiva e o investimento maciço em jogadores pela Arábia Saudita. Foi um passo em direção ao que Infantino sempre quis para o Mundial: transformá-lo em uma competição global. Ele não hesitou em compartilhar essa visão nas redes sociais, destacando que agora temos uma “competição verdadeiramente global”.
Ao lado de Infantino, estava Khaldoon Al Mubarak, presidente do City, que, embora estivesse lá como parte de um conglomerado dos Emirados Árabes Unidos, não esquece de mostrar a força da sua rede de clubes, que destaca o futebol inglês em sua essência.
Os Clubes Asiáticos e a Elite do Futebol
Os times asiáticos já estão com presença firme no ambiente do futebol europeu, e isso se deve a uma estratégia de sportswashing. Um exemplo claro desse movimento é o investimento do Qatar no Paris Saint-Germain. Mas o Al Hilal trouxe um toque a mais de diversidade para este Mundial.
Os Brasileiros em Ação
No cenário sul-americano, Palmeiras e Fluminense representaram a América do Sul e mostraram sua garra. Não era à toa que a atenção estava toda voltada para eles, e o Fluminense chegou à semifinal para desafiar o Chelsea.
E quando falamos dos europeus? Bem, mesmo com quedas, eles não estão ignorando o Mundial. O City e outros clubes como Chelsea, PSG e Real Madrid são a prova de que a Champions League, embora prestigiosa, não é a única competição em que eles estão de olho.
A Dispersão do Mundial e a Vibração da Torcida
O Real Madrid, em particular, é um dos grandes embaixadores do Mundial, graças à sua base de fãs global. Durante os jogos, fica fácil perceber a presença maciça de torcedores em qualquer estádio.
Essa edição do Mundial também trouxe um fator inesperado: a “zebra”. O Fluminense pode bem ser vista assim, mas mesmo que Chelsea leve o título, sua presença na final não era muito esperada antes do torneio.
E a verdadeira razão pela qual a Fifa, com Infantino à frente, se esforçou tanto para organizar este Mundial foi para ver confrontos como esses. A inclusão do Public Investment Fund (PIF), um dos patrocinadores do torneio, além da presença de outras marcas como "Visit Qatar" e Qatar Airways, reforça essa estratégia de globalização das competições.
Um Cenário Multicultural e Diversificado
O Mundial de Clubes, ao acontecer em um país-sede como a Arábia Saudita, abre portas para um novo horizonte. Se houvesse ocorrido nos Estados Unidos, por exemplo, a repercussão poderia ser ainda maior, ajudando a incluir novas confederações, além da UEFA e da Conmebol.
A Torcida em Peso
Os times africanos podem não ter ido tão longe, mas a energia dos torcedores, como os do Wydad Casablanca e Espérance de Tunis, foi um dos pontos altos do torneio. O Auckland City, um clube semiprofissional da Oceania, também teve seu momento de glória ao conquistar seu primeiro ponto e gol ao empatar com o Boca Juniors.
Destaque também para a diversidade: no grupo, tivemos 72 nacionalidades e no total, 49 países estiveram representados nas oitavas de final. A Fifa emitiu mais de 68.526 credenciais para pessoas de 184 nacionalidades diferentes.
Um Novo Futuro para o Futebol?
Infantino tem repetido que o Mundial de Clubes marca o começo de uma nova era no futebol. É difícil prever como isso vai se desenrolar nos próximos quatro anos, mas essa oportunidade de um mês no calendário para esse tipo de torneio parece ser uma escolha certeira. Vamos acompanhar!
Fonte: uol.com.br