Defesa de Augusto critica politização do inquérito que resultou em denúncia
Nesta semana, Augusto Melo, que está afastado da presidência do Corinthians, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo no polêmico caso da Vai de Bet. Mas a defesa de Augusto não está nada satisfeita! Eles afirmam que o inquérito policial foi "politizado" e conduzido de forma parcial.
A posição da defesa
Em entrevista ao UOL, Ricardo Jorge, ex-diretor administrativo do Corinthians e advogado de Augusto, levantou a bandeira de que essa investigação foi usada como uma ferramenta por um grupo opositor ao presidente, visando derrubá-lo. Ele não hesitou em afirmar:
"Esse inquérito foi montado para satisfazer o plano de destituição do Augusto e tomar o poder do clube."
Ricardo também expressou sua indignação com o relatório final do inquérito, que, segundo ele, não apresenta provas materiais consistentes. Ele até mencionou reportagens de "blogs sem credibilidade" para justificar seu ponto de vista. E não parou por aí, não! Ele mencionou que houve uma seletividade na apuração.
"Eles foram seletivos, investigaram apenas o que interessava a eles... Não restam dúvidas de que esse inquérito foi direcionado para um grupo específico."
Exame das datas e coincidências
Outro ponto levantado pelo advogado é a coincidência entre a conclusão do inquérito e a votação do impeachment no Conselho Deliberativo (CD) no dia 26 de maio. Ricardo lançou um questionamento:
"O senhor [Romeu] Tuma sabia, ele tem bola de cristal? Como que vai explicar? Dia 22 eu indício, dia 26 vocês pegam e retiram ele do poder."
Essa rápida sequência de eventos, segundo ele, sugere uma articulação prévia para afastar o presidente.
Conspirações internas
Ricardo Jorge ainda acusou o vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, de estar por trás de uma "investigação paralela." Ele afirmou que:
"Ele poderia ter resolvido isso dentro do clube, mas preferiu entregar para a polícia. Agora, o maior prejudicado é o próprio Corinthians."
Expectativas para o futuro de Augusto
Apesar de todas as tribulações, Ricardo está confiante na reversão do impeachment de Augusto. Ele garante que o presidente afastado tem apoio entre os sócios e continua a frequentar o clube normalmente. A votação final está marcada para o dia 9 de agosto.
"O Augusto vai voltar porque acredito na Justiça e no povo corintiano. Isso que aconteceu foi uma armação."
As acusações
O Ministério Público de São Paulo não economizou nos detalhes e denunciou Augusto e ex-dirigentes por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. As acusações envolvem um esquema em que o contrato de patrocínio com a Vai de Bet foi fraudado com a inclusão de um intermediário de fachada, que desviou cerca de R$ 25 milhões do clube.
As investigações apontam ainda para um esquema de lavagem com empresas fantasmas, como Neoway e Wave, que foram usadas para movimentar o dinheiro desviado. A denúncia sugere que parte desses fundos foi utilizada para quitar dívidas de campanha e beneficiar financeiramente algumas pessoas.
E, claro, Augusto Melo é apontado como a figura central desse enrolado. O Ministério Público pede condenação, bloqueio de bens e uma indenização de R$ 40 milhões ao Corinthians.
A defesa rebate as acusações, afirmando que a narrativa apresentada é genérica e sem fundamento.
"O que estão tentando fazer é comprometer a ampla defesa e o contraditório. Estamos enfrentando a denúncia com rigor jurídico e acreditamos que a verdade será restaurada ao longo do processo, respeitando os direitos do presidente Augusto Melo."
Então, é isso! O desenrolar dessa história promete ser bem quente. Acompanhem o que vai acontecer na votação do dia 9 de agosto!
Fonte: uol.com.br