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Como é ser um Vascaíno?

Um sentimento único

Por Rafael Rodrigues, vascaíno, jornalista e gestor esportivo.

Você já ouviu aquela famosa frase: "Tudo que pode dar errado vai dar errado em algum momento?" Pois é, enquanto alguns a relacionam à Lei de Murphy, os torcedores do Vasco a chamam de "Lei de Vasco". E é bem verdade que, em diversos momentos, a gente se sente como se o azar estivesse colado na pele.

A dor de ser vascaíno

É natural que qualquer torcedor enfrente seus momentos de tristeza, mas para nós, vascaínos, isso acontece com uma frequência bem acima do normal – e sempre com um toque de crueldade. O Vasco, junto com o Cruzeiro e o Botafogo, foi um dos pioneiros no modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) no Brasil. A situação do Cruzeiro não foi das melhores, mas pelo menos eles chegaram a uma final continental. E o Botafogo? Isso mesmo, conquistaram um Campeonato Brasileiro e até uma Libertadores!

Mas e o Vasco? Bem, nossa saga é marcada por dívidas, transfer ban na FIFA, problemas judiciais e críticas dos torcedores que, convenhamos, são mais que justificáveis! E títulos? Passamos em branco.

E os rivais?

Pelo menos a gente sofre junto com os outros rivais, certo? Bom, quem é vascaíno sabe que a resposta é não. Só um torcedor fiel ao Vasco pode descrever a dor intensa de ver os três maiores rivais (Botafogo, Flamengo e Fluminense) se empilhando de troféus. Desde a entrada da SAF com a 777 em 2022, são nada menos que seis títulos de primeira linha para eles!

E não podemos esquecer da Copa do Mundo de Clubes, que foi o golpe final. Acordamos de um sonho, onde esperávamos ver os europeus dando show em cima dos rivais, e nos deparamos com o Botafogo derrotando o campeão da Champions, o Flamengo levando a melhor sobre o clube que se tornaria campeão e o Fluminense chegando às semifinais. A vida é cruel!

Amistosos que viram fiascos

Até os amistosos parecem ser motivo de desastre. O Vasco tinha um amistoso agendado em Natal contra um time uruguaio durante a parada para o Mundial. Os ingressos estavam vendidos, a torcida animada, e... pausa! O jogo foi cancelado sem uma explicação decente. Que beleza, não?

O que nos espera?

Na volta do Mundial, mais uma derrota, dessa vez para o Botafogo: "Faz parte, agora vamos focar no que importa." E em um piscar de olhos, lá vamos nós para o jogo na altitude de Quito. Começo promissor, mas ai de mim, após onze minutos, lá se vai Piton expulso. No final do primeiro tempo, estávamos perdendo por 1x0. E a desgraça só se agrava.

Mas nem tudo é tristeza. Léo Jardim, o goleirão do Vasco, é uma luz na escuridão! Já perdi a conta de quantas vezes pensei: "Se não fosse o Léo, a situação seria muito pior." E a boa notícia? Ele renovou contrato até 2030! Isso nos trouxe um alívio e até um pinguinho de esperança entre tantos e tantos percalços.

Tem esperança no ar

Eu realmente acredito que dias melhores virão para nós, vascaínos. Mas, olha, também não posso negar que a gente já passou por muito e que tem certeza de que os dias ruins também vêm por aí. C'est la vie!


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Fonte: uol.com.br

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