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Corinthians e o Reconhecimento Facial: Coincidência ou Queda de Público?

Você já ouviu falar da série incrível que o Corinthians fez entre outubro do ano passado e abril deste ano? Foram 33 jogos seguidos com mais de 40 mil torcedores em Itaquera! Isso é algo que nunca tinha rolado nos 115 anos de história do time. Nada comparável ao que já vimos no Pacaembu ou no Morumbi.

Agora, a coisa mudou um pouco de figura. Após essa sequência impressionante, o Corinthians venceu o Racing, do Uruguai, com 38 mil pessoas no estádio. Depois disso, ainda teve mais quatro partidas, sendo que três delas mantiveram o público acima dos 40 mil. Só rolou uma quedinha na partida contra o América de Cáli, com 39 mil torcedores. No total, foram 36 públicos lotados em 38 jogos antes do reconhecimento facial ser implementado.

Porém, depois da instalação do novo sistema, o cenário não foi dos melhores. O time enfrentou as duas piores bilheteiras do ano, com apenas 34 mil torcedores na derrota para o Bragantino e 31 mil no empate sem gols contra o Cruzeiro.

Mas será que a fase negativa é a única culpada?

A justificativa da má fase poderia até passar, mas não é bem assim. Lembra que a sequência acima de 40 mil começou antes do Corinthians dar uma guinada no Brasileiro, lá em julho do ano passado, quando ainda estava na zona de rebaixamento?

E o que aconteceu com o Flamengo?

Logo no início do ano, o reconhecimento facial foi instalado no Maracanã e o Flamengo enfrentou críticas por conta dos preços dos ingressos. A diretoria se defendeu dizendo que, com a nova identificação, “adolescentes de 25 anos e aposentados de 40” deixaram de ir aos jogos. Algo que pode indicar que a adaptação ao novo sistema demorou um pouco, e quem não estava acostumado a pagar ingressos, simplesmente deu a volta.

O medo de ser reconhecido

Outra teoria que circula é que algumas pessoas estão evitando ir aos jogos por medo do reconhecimento facial. No Allianz Parque, já tivemos casos de prisões de pessoas procuradas pela polícia justamente por ser o primeiro estádio a fazer isso sistematicamente. Um clássico recente contra o Corinthians, que contou só com a torcida palmeirense, teve um clima diferente. A galera notou que, sem o reconhecimento, rolou mais ameaça nas arquibancadas e mais gente não querendo ser filmada.

E o cambismo, como fica?

Uma mudança notável é a dificuldade que o cambismo enfrentou. Agora, quem é Fiel Torcedor não pode mais vender ingressos para quem não é. Se você não for sócio torcedor e não passar seu rosto, não marca ponto!

No fim das contas, o reconhecimento facial é um avanço para o futebol, mas levará um tempo até a galera se acostumar com isso e voltar aos estádios sem medo. O Maracanã já viu uma volta por cima com os jogos do Flamengo. Pode ser porque os jogos importantes estão de volta ou porque a galera já tá se adaptando ao novo esquema de entrada.

Então, fica a pergunta: a queda de público do Corinthians tem mesmo a ver com o reconhecimento facial, ou é apenas uma fase passageira? O que você acha?

Fonte: uol.com.br

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