Controle do Botafogo em Batalha Judicial nos EUA: O Envolvimento com Empresários Russos
O que está rolando?
A disputa pelo controle do Botafogo está pegando fogo nas cortes dos Estados Unidos. O grupo Eagle, que inclui o nosso glorioso Botafogo, está sendo disputado por investidores e empresas como a Iconic Sports e a Ares Management, enquanto John Textor, o empresário americano, luta para se manter no comando. Por enquanto, ele ainda é o chefe por lá.
A Briga com a Iconic Sports
O duelo judicial começou quando Textor decidiu processar a Iconic. O motivo? Eles queriam assumir as ações e o controle da Eagle Football Holdings. E adivinha? O juiz da Flórida deu a vitória inicial para Textor.
E tem mais: em documentos que conseguimos acessar, surgiram mencões sobre os sócios da Iconic tendo ligações com empresários russos, que estão na lista negra do governo americano. O grande problema? O grana que poderia ser usado para impulsionar a Eagle como uma empresa pública vinha, aparentemente, desse pessoal.
Pressão da Ares Management
A Ares não está de braços cruzados. Eles tentaram colocar Textor para fora do Botafogo, alegando que ele tinha uma dívida com eles. Porém, a associação do Botafogo freou essa pressão.
Um Pouco de História
Textor criou a Eagle Football Holdings e a empresa é constituída por três clubes no Reino Unido, incluindo o Botafogo, o Lyon, o Crystal Palace e o RWD Molenbeek. Em 2022, ele recebeu 75 milhões de dólares da Iconic em troca de 15,7% das ações da Eagle. O plano? Transformar a Eagle em uma empresa pública (SPAC) para atrair mais grana.
Mas a coisa não saiu como o esperado. Junto com o dinheiro, Textor fez duas promessas:
- Ele teria que recomprar as ações se o projeto de empresa pública não rolasse.
- A Iconic poderia comprar todas as ações dele na Eagle pelo valor investido. E, spoiler alert: o projeto da SPAC nunca aconteceu!
A Bombástica Carta da Iconic
Em junho de 2025, a Iconic mandou uma carta exigindo que Textor recomprasse suas ações por 94 milhões de dólares, incluindo juros, mas ele teve seus questionamentos. Em julho, não mais a Iconic mandou um ultimato ao Conselho da Eagle, pedindo para que as ações de Textor fossem transferidas para eles, o que daria o controle do grupo. O Conselho ainda estava pensando.
Enquanto isso, Textor já estava na justiça da Flórida tentando barrar essa mudança. E em 22 de julho, ele conseguiu uma liminar por causa da pressão pesada que estava acontecendo.
Como ele mesmo disse: “Se o Conselho ceder a essa pressão, o estrago para a Eagle e os milhões de fãs seria irreparável.” E ele vai mais longe, dizendo que foi enganado pelos sócios da Iconic, James Dinan e Alexander Knaster, que garantiram que a SPAC seria um sucesso. Ele afirma que o projeto falhou por conta das ligações desses caras com empresários russos.
Os Russos e o Escândalo
Os advogados de Textor mencionam quatro empresários russos, todos eles conectados com os sócios da Iconic. Aqui estão eles:
- Mikhail Fridman (dono do Alfa Bank)
- Peter Aven (ex-executivo do banco e ex-ministro do governo Putin)
- German Khan (empresário do setor de petróleo)
- Alexey Kuzmichev (também fundador do Alfa Bank)
Esses nomes são importantes porque o Alfa Bank é um dos maiores bancos privados da Rússia e foi sancionado pelo governo americano. Textor acredita que todo esse enrosco com os russos foi o que atrapalhou o investimento.
Ele também declarou que, se soubesse que a Iconic Sports não era uma SPAC válida, não teria aceitado o acordo. O juiz dos EUA concordou com ele e, em 22 de julho, decidiu que ele tem boas chances de defender seu caso e que a troca de controle poderia prejudicar a Eagle.
O Pressão da Ares Management e o Futuro do Botafogo
Embora Textor ainda seja o maior acionista da Eagle, a Ares Management está em cima dele, já que emprestaram uma grana pesada – cerca de 500 milhões de dólares – à Eagle para comprar o Lyon. Eles estão tentando usar essa dívida como uma pressão para que Textor deixe a liderança do Botafogo. Mas, a associação e executivos do clube estão defendendo Textor e barraram essa estratégia.
Atualmente, as partes estão tentando negociar uma possível separação do grupo. Textor quer desvincular o Botafogo da Eagle e criá-lo como parte de outro grupo. Para isso, será necessário um acerto de contas, onde vão decidir quem deve o quê.
Essa negociação não é nada simples e o futuro do Botafogo depende muito dessa batalha nos tribunais e nas negociações entre Textor e a Ares Management. Vai dar trabalho!
Fique de olho, porque essa história ainda pode render muitos capítulos!
Fonte: uol.com.br